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No primeiro semestre de 2022, serão ofertados mais 16 aeroportos, dentre eles Santos Dumont e Congonhas

As medidas adotadas pelo governo federal fizeram o setor aéreo evoluir e voltar a crescer, mesmo que ainda haja dificuldades causadas pela pandemia de covid-19. A avaliação é do secretário Nacional de Aviação Civil, Ronei Glanzmann, ao apresentar um balanço das realizações e obras entregues pelo Ministério da Infraestrutura (MInfra). “No primeiro semestre fizemos um leilão histórico, o maior do setor de aviação civil no país. Foi a sexta rodada de concessões, com 22 aeroportos, quando contratamos mais de R$ 6 bilhões em investimentos”, destacou o secretário. O leilão da 6ª rodada foi realizado em abril dentro da Infra Week, quando 28 ativos da União foram concedidos para exploração da iniciativa privada.

Agora, a Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC) se debruça na estruturação da 7ª rodada de concessões, programada para o primeiro semestre de 2022, com oferta de 16 aeroportos e estimativa de receber mais de R$ 5 bilhões em investimentos. Os principais terminais serão Santos Dumont (RJ) e Congonhas (SP). Em 2019, durante a 5ª rodada, foram leiloados 12 aeroportos do Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste.

Na sexta rodada foram leiloados os aeroportos de Curitiba, Foz do Iguaçu, Bacacheri e Londrina (PR); Navegantes e Joinville (SC); e Pelotas, Uruguaiana e Bagé (RS). Esse conjunto foi arrematado pela Companhia de Participações em Concessões por R$ 2,1 bilhões, com ágio de 1.534,36% em relação ao lance mínimo inicial de R$ 130,2 milhões.

Outro bloco arrematado pela mesma empresa incluiu os aeroportos de Goiânia (GO), São Luís e Imperatriz (MA), Teresina (PI), Palmas (TO) e Petrolina (PE). Foi pago o valor de R$ 754 milhões, com ágio de 9.156,01% em relação ao lance mínimo inicial de R$ 8,1 milhão.

O terceiro lote incluiu os aeroportos de Manaus, Tabatinga e Tefé (AM), Porto Velho (RO), Rio Branco e Cruzeiro do Sul (AC) e Boa Vista (RR). A Vinci Airports ofereceu R$ 420 milhões, com ágio de 777,47% em relação ao lance mínimo inicial de R$ 47,8 milhões.

Os valores para os contratos contemplam receita estimada para toda a concessão (22 aeroportos no período de 30 anos) de R$ 14,5 bilhões. Os investimentos programados são da ordem de R$ 6 bilhões no mesmo período.

INVESTIMENTOS NA AVIAÇÃO REGIONAL

O MInfra também concentra esforços para equipar e modernizar as estruturas de aeroportos regionais. Segundo o secretário Ronei Glanzmann, os investimentos realizados desde o início do atual governo nesses aeródromos, com recursos públicos do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), passam de R$ 1 bilhão. No primeiro semestre, a aviação regional recebeu mais de R$ 130,7 milhões. Para o segundo semestre estão programadas novas entregas. Dentre elas, uma série de obras nos aeroportos de Campo Grande (MS), Uberlândia e de Montes Claros (MG) e Maringá (PR).

O secretário também ressalta os investimentos tecnológicos no modal. No primeiro semestre, os testes do programa Embarque + Seguro 100% Digital, com uso de reconhecimento facial biométrico, chegaram ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte (Confins/MG) e Congonhas (SP), que entrou em operação simultânea com Santos Dumont (RJ). “É a primeira ponte-aérea do mundo a reconhecer biometricamente os passageiros nas duas pontas”, ressaltou. No segundo semestre o sistema chegará em Brasília e outras capitais.

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