Apesar do grande vai e vem da economia, os projetos de aumento de infraestrutura para logística não podem parar. A dependência dos serviços que envolvem o transporte de produtos no Brasil se torna cada vez mais clara, o que faz ideias ambiciosas e inteligentes surgirem. Esse é o caso do projeto envolvendo o Terminal Portuário de Alcântara (TPA), no Maranhão.

Um terminal portuário multimodal, com acesso fácil por ferrovia e hidrovia, calado natural mínimo de 25 metros, com possibilidade de uma retroárea com mais de 30 milhões de metros quadrados, além de uma capacidade de 10 Mtpa em uma primeira fase, e até 180 Mtpa em uma segunda. Apesar da aparente impossibilidade de uma construção de tal porte, esse é o projeto que está sendo estruturado no Brasil, tendo como responsável GPM (Grão-Pará Multimodal).

Com a realização completa da obra, o Terminal Portuário de Alcântara (TPA) poderá ser o maior Terminal de Uso Privado (TPU) do país na próxima década, tendo sua autorização já liberada pela ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários).

Segundo Paulo Salvador, diretor executivo da GPM e um dos responsáveis pelo projeto do TPA, as cargas esperadas inicialmente serão de soja, milho, fertilizantes e minério de ferro. “Futuramente poderemos ter também gás natural, carga geral, containers e outros”, explicou Salvador.

Os responsáveis pelo projeto também gostam de frisar que sua estruturação é trabalhada de uma forma diferente, em relação ao padrão encontrado no Brasil. A ideia é a construção de uma espécie de condomínio. Assim, diferentes grupos de interessados podem explorar um tipo de serviço específico, controlando as atividades.

O município de Alcântara (MA) foi escolhido porque é o único local na baía de São Marcos que tem as profundidades esperadas (25m), com canal de navegação único fora do canal atual dos três portos existentes no outro lado da baía. Além disso, existe a ligação com o projeto do Porto e o Ramal Ferroviário, que possuem licenciamento ambiental integrado.

Paulo Salvador reitera que depois da implementação das inovações, o TPA será um porto essencialmente exportador: “Nossa bacia logística para os grãos será constituída essencialmente pelo MATOPIBA, Goiás e Nordeste do Mato Grosso”. Esse foco tem uma explicação. Está previsto que haverá um aumento significativo da produção nesses locais, assim como nas minas da Vale na região de Carajás.

O diretor executivo afirma que a fase inicial de funcionamento do novo Terminal Portuário de Alcântara está prevista para o primeiro semestre de 2024.

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