VLT RIO DE JANEIRO

VLT Carioca completa 10 anos de operação

Fabricado pela Alstom, equipamento elétrico atende média diária de 95 mil passageiros

Redação TranspoData

Foto Divulgação

A Alstom celebra os 10 anos de operação do VLT Carioca, que se consolidou como peça fundamental da mobilidade urbana do Rio de Janeiro. Fabricado na planta da empresa em Taubaté (SP), o veículo já transportou mais de 180 milhões de pessoas, atendendo cerca de 95 mil passageiros por dia.

Inaugurado para os Jogos Olímpicos Rio 2016, o VLT nasceu como parte da maior transformação urbanística da cidade em décadas: a revitalização do Centro e da Zona Portuária. O sistema opera com zero emissões de CO2 diretas, conectando modais como metrô, trens, BRT, ônibus, barcas e o Aeroporto Santos Dumont.

Com trens Alstom Citadis™ 100% elétricos e livres de catenárias, tecnologia exclusiva da Alstom chamada APS (alimentação pelo solo), o VLT oferece viagens silenciosas e sustentáveis, preservando a paisagem urbana e a arquitetura do Centro Histórico. O Rio de Janeiro foi a segunda cidade do mundo a usar essa tecnologia, depois de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Em 2024, o sistema ganhou impulso com a inauguração do Terminal Intermodal Gentileza, novo hub de mobilidade que integra o VLT a linhas de ônibus municipais, BRT e outros modais, ampliando significativamente a área de influência do sistema e facilitando o deslocamento de passageiros da Zona Norte e da Baixada Fluminense até o Centro. O terminal representa a consolidação do VLT como eixo estruturante de uma rede integrada de transporte público.

O sistema opera em quatro linhas, com 30 estações (incluindo o Terminal Gentileza) e uma frota composta por 32 trens com capacidade para 420 passageiros cada, cobrindo os principais pontos do Centro, da Zona Portuária e dos terminais de transporte da cidade. “Em dez anos, ele transformou a mobilidade, a paisagem e a experiência urbana no Rio de Janeiro. É a prova de que investimento em transporte sustentável gera impacto real e duradouro na vida das pessoas”, argumenta Suely Sola, diretora geral da Alstom Brasil e de sinalização e infraestrutura da companhia na América Latina.

Futuro de expansão

O aniversário de 10 anos do VLT Carioca coincide com um momento histórico para o transporte público no Brasil. O Estudo Nacional de Mobilidade Urbana, conduzido pelo BNDES em parceria com o Ministério das Cidades, mapeou 187 projetos de transporte de média e alta capacidade nas 21 maiores regiões metropolitanas do país, com investimentos estimados entre R$ 396 bilhões e R$ 433 bilhões até 2054. Os projetos sobre trilhos, incluindo VLTs, representam a maior fatia dos investimentos, entre R$ 300 bilhões e R$ 355 bilhões.

Presente no país há 70 anos, a Alstom participa de 81% do transporte metroferroviário de passageiros, atuando em projetos como os trens e sistemas de sinalização das Linhas 8 e 9, toda a Linha 15-Prata do monotrilho de São Paulo e os trens da futura Linha 6-Laranja do metrô de São Paulo. Também participa da modernização da sinalização do Metrô de Belo Horizonte e do fornecimento de material rodante e sistemas de sinalização em diversas capitais brasileiras.

A fábrica de Taubaté ainda atende demandas no Chile, Romênia e Taiwan. Além do material rodante, a área de sinalização tem forte presença regional, com soluções embarcadas e sistemas implementados em diversos países da América Latina.

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