Diesel

Diesel acumula alta de 11,6% em oito meses

Análise de dados de mais de 4.800 postos mostra trajetória de alta de diesel, pico de preços em abril e sinais de estabilização no segundo semestre

Redação TranspoData

Foto Pixabay, Banco de Imagens, Divulgação

Levantamento da TruckPag, empresa de tecnologia de meios de pagamentos para frotas pesadas, mostra que o preço médio do litro do diesel S10 acumulou alta de 11,6% entre janeiro e agosto deste ano. A análise considera dados reais de abastecimento em mais de 4.800 postos credenciados e cerca de 10 mil bombas de combustível em todo o país, sendo aproximadamente 90% dos postos localizados em rodovias, onde ocorre a maior parte do abastecimento de caminhões.

Após atingir o pico de R$ 7,13 por litro em abril, o combustível encerrou agosto com média de R$ 6,45, queda de 9,5% em relação ao maior valor registrado no ano, indicando um movimento de estabilização nos últimos meses. “Apesar do recuo observado desde abril, o diesel continua significativamente mais caro do que no início do ano, o que mantém a pressão sobre os custos das transportadoras. Em um setor que opera com margens apertadas, oscilações como essas exigem planejamento financeiro, revisão constante dos custos operacionais e maior eficiência na gestão do abastecimento”, afirma Kassio Seefeld, CEO e fundador da TruckPag.

Os dados mostram que o preço médio do litro passou de R$ 5,78 em janeiro para R$ 6,45 em agosto, uma elevação de R$ 0,67 no período. A curva de preços foi marcada por uma forte aceleração entre fevereiro e abril, quando o combustível atingiu seu maior patamar do ano, seguida por quatro meses consecutivos de retração.

Em agosto, o comportamento manteve a tendência observada em julho: o preço ficou concentrado próximo a R$ 6,43 por litro durante a maior parte do mês, indicando uma acomodação após meses de volatilidade. “Esse cenário traz um pouco mais de previsibilidade para as empresas, mas ainda está distante de representar um alívio nos custos. O diesel permanece em um nível elevado e continua sendo um dos principais componentes das despesas do transporte rodoviário de cargas. A estabilidade é positiva para o planejamento, porém não elimina a necessidade de gestão eficiente”, destaca Seefeld.

A análise também revela diferenças importantes entre as regiões do país. A Bahia registrou a maior alta acumulada frente à base de comparação de fevereiro, com avanço de 19,26%, seguida por Piauí, com 18,55%, e Maranhão e Ceará, ambos acima de 16%. Tocantins liderou os aumentos na Região Norte, com alta de 13,69%. Em contrapartida, o Rio Grande do Sul apresentou a menor variação nacional, de 5,85%. Nenhum estado registrou queda no acumulado do período. “Para os próximos meses, a expectativa é de continuidade desse cenário de estabilidade, salvo a ocorrência de fatores externos que possam alterar o comportamento do mercado, como oscilações do petróleo, do câmbio ou mudanças na política de preços”, avalia o executivo.

Compartilhe este post:

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
Telegram
Email
error: Content is protected !!