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Librelato inicia entregas de nova série em março de 2027

Fabricante de implementos rodoviários já vendeu cerca de 1,5 mil unidades no período pré-venda, que se encerra no final desta semana

Roberto Hunoff, de Florianópolis

Fotos Roberto Hunoff

A Série Evolut, apresentada pela Librelato na Fenatran de 2022, será substituída pela Avant, resultado de um amplo trabalho realizado, a partir de janeiro do ano passado, junto aos clientes para conhecer as suas principais necessidades. O trabalho envolveu entrevistas, quando as equipes técnicas e de engenharia foram a campo extrair as mais diversas demandas e oportunidades.

A nova geração, que será oficialmente revelada ao mercado na Fenatran deste ano, está em período de pré-venda e soma em torno de 1,5 mil unidades formalizadas. “Este volume representa em torno de 50% da produção estimada para o primeiro trimestre de 2027”, revelou João Librelato, diretor comercial e de marketing, na apresentação da série à imprensa, em ação realizada em Florianópolis (SC), na sede do Instituto Senai de Inovação, entidade com a qual a fabricante tem parceria há sete anos para desenvolvimentos tecnológicos.

Com base nas entrevistas feitas com os clientes, o novo portfólio traz como principais atributos mais comodidade e segurança, mais produtividade e agilidade, mais resistência e durabilidade, e mais carga líquida para maior rentabilidade. O executivo também expôs que a série considera as diferentes percepções de cada perfil do cliente. “O transportador busca rentabilidade, o embarcador quer eficiência e conservação da carga, o motorista pede segurança e facilidade operacional e o autônomo prioriza produtividade e durabilidade”, observou.

As principais novidades da Avant, presentes em todas as linhas da marca, são de natureza estrutural, funcional e visual, com foco em segurança, resistência, redução de peso e facilidade operacional. “Esta série representa uma decisão estratégica sobre como queremos desenvolver os produtos nos próximos anos. O mercado mudou, os caminhões evoluíram e as operações passaram a exigir novas soluções. Nos adequamos a esta realidade, mas preservando o DNA de entregar implementos feitos para durar”, frisa.

Inovações na iluminação e caixa de mantimentos

A Série Avant apresenta um novo sistema de iluminação desenvolvido em parceria com a Braslux, empresa de Caxias do Sul especializada em sistemas de iluminação de peças técnicas injetadas. A solução incorpora desenho criado com exclusividade para a Librelato, iluminação lateral direcionada à região próxima ao solo, luz de freio, iluminação contínua e identificação traseira com logotipo iluminado, todas soluções que trazem mais segurança nas estradas.

O projeto foi desenvolvido considerando a rotina dos motoristas e as características visuais dos caminhões atualmente comercializados. A proposta é formar um conjunto de sinalização integrado, com linguagem visual sincronizada e componentes preparados para as condições de utilização dos implementos.

Outras melhorias são a introdução de inédita caixa de cozinha com geladeira, a cor cinza fosca específica para a série e reforços nas paredes internas dianteiras em baús, furgões e sider para evitar que, em frenagem brusca, a carga se desloque e invada a cabine. Além das melhorias para todas as linhas, cada uma passou por aprimoramentos específicos para atender as características dos produtos transportados.

A nova linha chega ao mercado com preço praticamente igual ao da geração anterior. João Librelato estima aumento de apenas 1%, mas garante que o TCO será 7% superior. Frisa que o reajuste decorre basicamente da agregação de mais aço inox aos produtos e do novo sistema de iluminação.

Empresa investiu R$ 65 milhões em equipamentos

A implantação da Série Avant exigiu mudanças nos processos produtivos para incorporar as alterações desenvolvidas pela engenharia. Para atender a demanda, a empresa investiu em torno de R$ 65 milhões em novos equipamentos. A Librelato ampliou a utilização de células robotizadas, dispositivos de montagem, equipamentos de fabricação e recursos de simulação industrial, buscando padronização e precisão na produção dos novos produtos.

O diretor de manufatura Rodrigo Corso destacou que a integração entre engenharia e manufatura foi fundamental para transformar as necessidades identificadas no mercado em soluções que possam ser produzidas e aplicadas nas diferentes linhas. A fabricante mantém diferentes possibilidades de configuração e personalização, permitindo que a escolha do implemento considere o tipo de carga, o percurso, a utilização e os requisitos específicos de cada cliente.

A incorporação de tecnologias industriais também exige preparação das equipes responsáveis pelas programações e manutenção dos equipamentos. Para isso, a Librelato mantém iniciativas de capacitação destinadas a desenvolver competências relacionadas à soldagem, montagem, robótica, manutenção e outros processos de fabricação.

Entre essas ações está o projeto da Minifábrica de Solda, criado para proporcionar formação prática e aproximar os participantes das atividades industriais. A iniciativa permite trabalhar conhecimentos técnicos e preparar profissionais para diferentes etapas da produção, contribuindo para o desenvolvimento das equipes e para a continuidade da qualificação dentro da empresa. A proposta é combinar a experiência acumulada pelos profissionais com os recursos tecnológicos incorporados às fábricas.

Crescimento associado ao mercado externo

As vendas da Librelato, neste ano, devem crescer em torno de 6,5%, chegando a 10,5 mil veículos pesados. O impulso tem origem no mercado externo, com alta de 45% e total de aproximadamente 1 mil veículos enviados. O Paraguai puxa a lista, com quase metade das vendas, seguido por Argentina, com recorde de vendas neste ano, Uruguai e Chile.

No mercado doméstico, as vendas devem ser praticamente as mesmas do ano passado. Destaque para o aumento dos pedidos de tanques, que surpreenderam no segundo semestre, chegando a 500 unidades. Para 2027, a Librelato vislumbra crescimento, principalmente pela expectativa positiva no agronegócio, responsável por cerca de 70% da sua carteira de 4 mil clientes ativos por ano. “Temos como meta evoluir 25% das vendas neste segmento, que está com frota envelhecida e projeção de forte alta na produção de grãos nos próximos cinco anos, podendo alcançar 450 milhões de toneladas”, destacou Joã

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