Indicador aponta maior redução no movimento de veículos leves
Redação TranspoData
Foto Banco de Imagens
O Índice ABCR referente a setembro apresentou redução de 2,3% na comparação dessazonalizada com agosto. O resultado refletiu baixas de 2,8% nos veículos leves e 1,2% nos pesados.
Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o índice total cresceu 0,2%, com queda de 1,1% no fluxo de veículos pesados e leve alta de 0,7% do segmento de leves. Nos últimos 12 meses, o índice total e suas aberturas apresentaram alta de 2%. O índice que mede o fluxo pedagiado de veículos nas estradas é construído pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias juntamente com a Tendências Consultoria.
De acordo com os analistas Thiago Xavier e Felipe Melchert, a trajetória dos últimos trimestres indica perda gradual de dinamismo em todos os segmentos e estados analisados. No caso dos leves, o desempenho acompanha a perda de fôlego do consumo das famílias, limitado pelo crédito restrito, endividamento elevado e pela maior parte da renda comprometida com dívidas, apesar do mercado de trabalho aquecido, enquanto o preço dos combustíveis restringe as viagens a lazer.
Entre os veículos pesados, a desaceleração reflete a menor atividade da indústria de transformação, que reduz a demanda por transporte de carga, e o fim dos efeitos positivos da safra agrícola do início do ano. A expansão da infraestrutura logística, impulsionada pelo comércio eletrônico, compensa parte dessa perda. “Nos custos, o prolongamento da guerra no Oriente Médio contribuiu para a alta do diesel em setembro, o que encareceu o frete e a produção agrícola e reforçou a pressão sobre a demanda por transporte de cargas”, pontuam.








