Ação visa assegurar o abastecimento e o fluxo de mercadorias do Polo Industrial de Manaus durante o período de estiagem
Redação TranspoData
Foto Super Terminais, Divulgação
O Super Terminais iniciou uma das fases mais estratégicas da Operação Seca 2026: o transporte fluvial de uma estrutura modular de aproximadamente 4 mil toneladas de Manaus até o município de Itacoatiara (AM). Desacoplado do terminal na capital amazonense, o módulo embarca os três primeiros guindastes elétricos do mundo (Konecranes ESP10), projetados para operar em condições de restrição de navegação na bacia amazônica.
A ação integra investimento de R$ 70 milhões realizado pela empresa para implantar a base de transbordo temporária na região. O objetivo é assegurar a infraestrutura logística necessária para manter o abastecimento e o fluxo de mercadorias do Polo Industrial de Manaus durante o período de estiagem, mitigando os impactos econômicos e operacionais provocados pela vazante dos rios.
A operação é realizada em uma área própria do Super Terminais de 300 mil metros quadrados, localizada na margem esquerda do Rio Amazonas, a 1,4 quilômetro do porto público de Itacoatiara e com acesso rodoviário asfaltado pela estrada do aeroporto. No local, o píer flutuante de 240 metros de comprimento por 24 metros de largura ficará posicionado a 100 metros da margem e com 34 metros de calado. Essa infraestrutura permite a atracação e recepção de navios de todos os portes sem as restrições de navegação da capital.
A operação funcionará 24 horas por dia, em três turnos, para descarregar 100% das cargas dos navios e transferi-las via balsas até Manaus em um percurso de 108 milhas náuticas (cerca de 200 quilômetros), com tempo de navegação estimado em 18 horas na ida e 12 horas na volta. O suporte logístico em Itacoatiara contará, ainda, com uma infraestrutura completa de serviços, incluindo fornecimento de combustíveis e óleo diesel, apoio especializado para atracação de navios, equipes de mergulho e serviços de reparos portuários em geral.
A base operacional incluirá ainda segurança 24 horas, suporte médico de emergência, sistema de coleta de resíduos, rede de combate a incêndios, conectividade para monitoramento em tempo real e base de apoio terrestre voltada à alimentação e ao abastecimento de água potável. “Mobilizar uma estrutura dessa magnitude exige inteligência logística de ponta, mas garante a estabilidade econômica e o fornecimento contínuo de suprimentos para a população e indústrias da região no momento em que os rios atingem seus níveis mais baixos”, destaca Marcello Di Gregorio, diretor-geral do Super Terminais.
Na seca de 2023/2024, o Super Terminais chegou a ficar 32 dias sem movimentar cargas em Manaus. Como resposta, o terminal estruturou a Operação Itacoatiara, investindo na época R$ 60 milhões em uma infraestrutura flutuante de transbordo. A operação atendeu 27 navios, movimentou mais de 33 mil contêineres e evitou paradas industriais na Zona Franca, resultando no recorde histórico de movimentação em 2024, com 264,8 mil TEUs (equivalente a mais de 140 mil contêineres).








