Levantamento do piso mínimo do frete reúne informações de transportadores autônomos, empresas e cooperativas e fica aberto até 21 de agosto
Redação TranspoData
Imagem, Divulgação
O custo de colocar um caminhão na estrada muda o tempo todo. Diesel, pneus, manutenção, seguros e até as despesas com alimentação e estadia fazem parte da conta de quem vive do transporte rodoviário de cargas. Para entender melhor esse cenário, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) está realizando uma pesquisa nacional sobre os custos da atividade.
O levantamento pode ser respondido até 21 de agosto e tem como objetivo reunir dados atualizados que vão subsidiar os estudos técnicos da Agência para aperfeiçoar a metodologia utilizada no cálculo da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas.
Na prática, a ANTT quer aproximar os parâmetros utilizados no cálculo da realidade encontrada nas operações de transporte. A pesquisa considera diferentes perfis de transportadores e uma série de informações relacionadas aos veículos, às viagens e às despesas necessárias para manter a operação funcionando.
Quem pode participar?
A consulta é voltada a diferentes agentes do transporte rodoviário de cargas. Podem participar Transportadores Autônomos de Cargas (TAC), TACs Agregados, Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas (ETC) e Cooperativas de Transporte Rodoviário de Cargas (CTC).
Entre as informações solicitadas estão dados sobre o perfil do transportador, localização, tamanho da frota e características dos veículos, como ano, quantidade de eixos, combustível utilizado, rendimento e valor de mercado.
Também entram na pesquisa dados sobre a operação, como tipo e capacidade de carga, número de viagens, quilômetros percorridos, horas trabalhadas e dias de operação.
A parte dos custos é outro ponto importante do levantamento. A ANTT solicita informações relacionadas a manutenção, pneus e recapagem, seguros, alimentação, estadia, lavagem e outros gastos envolvidos na atividade.
Um ponto importante para transportadores e empresas é que o levantamento não representa, neste momento, uma nova tabela de frete.
Os dados coletados serão utilizados como base para estudos técnicos e para o aperfeiçoamento da metodologia de cálculo dos pisos mínimos. Portanto, qualquer alteração futura nos valores dependerá das etapas seguintes do processo regulatório da Agência.
A metodologia atualmente utilizada pela ANTT considera diferentes características da operação, incluindo o tipo de carga, a distância percorrida e a configuração de eixos do veículo. O cálculo busca representar um custo operacional mínimo para o serviço de transporte.
Por que os dados do setor são importantes
Para quem está na estrada, a composição do custo de uma viagem vai muito além do combustível. Uma mudança no preço dos pneus, por exemplo, pode alterar significativamente a despesa de uma operação ao longo do tempo. O mesmo vale para manutenção, depreciação, mão de obra e outros custos ligados à utilização do veículo.
É justamente essa diversidade que torna a atualização dos dados relevante. O transporte rodoviário brasileiro reúne desde caminhoneiros autônomos com um único veículo até grandes empresas com frotas de diferentes características e operações.
Ao reunir informações diretamente de quem realiza essas atividades, a ANTT busca atualizar os dados que servem de referência para os estudos relacionados ao piso mínimo.
A Agência informa ainda que as informações fornecidas na pesquisa serão protegidas e utilizadas exclusivamente para fins estatísticos e estudos técnicos.
Os transportadores interessados em contribuir com o levantamento têm até 21 de agosto para responder à pesquisa.
A participação pode ser feita por meio do formulário disponibilizado pela ANTT. A expectativa é que as informações coletadas ajudem a Agência a avaliar os custos atuais da atividade e a aprimorar os parâmetros utilizados nos estudos sobre o piso mínimo do frete.
Para o setor, o próximo passo será acompanhar como os dados levantados serão incorporados aos estudos técnicos e quais eventuais mudanças poderão surgir a partir desse processo.
Acesse o formulário da ANTT: Pesquisa de Custos do Transporte Rodoviário de Cargas 2026








