Galeão - leilão 03.26

Grupo espanhol vence leilão de concessão do Galeão

Empresa apresentou proposta com investimento de R$ 2,9 bilhões

Redação TranspoData

Foto Vosmar Rosa, MPor, Divulgação

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) realizaram na B3, em São Paulo, o leilão de venda assistida do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro – Antônio Carlos Jobim, o Galeão. Após disputa de cerca de uma hora e quase 30 lances de viva-voz, a concessionária Aena arrematou o terminal do Rio de Janeiro com proposta de R$ 2,9 bilhões, ágio superior a 210%.

O modelo de venda assistida permite a continuidade da concessão com novas bases contratuais, substituindo a relicitação inicialmente prevista e incorporando práticas mais recentes de regulação do setor. Entre as mudanças estão a revisão de obrigações, a exclusão de exigências como a construção de uma terceira pista e a adoção de mecanismos de reequilíbrio econômico-financeiro.

Além da empresa vencedora participaram a atual concessionária RIOgaleão e a suíça Zurich Airport. A atual concessionária, a RIOgaleão, é formada pela gestora brasileira Vinci Compass e pela operadora internacional Changi, de Singapura.

O edital do leilão prevê que a controladora faça uma contribuição variável correspondente a 20% do faturamento bruto da concessão até 2039, além de assumir todos os ativos, passivos, obrigações e direitos relativos ao Galeão. A operação também formaliza a saída da Infraero da estrutura societária do aeroporto, que detinha 49% das ações.

A repactuação do contrato é resultado de um processo conduzido em conjunto com o Tribunal de Contas da União, Agência Nacional de Aviação Civil e demais órgãos envolvidos. O objetivo era encontrar uma solução negociada para garantir a continuidade da concessão e preservar os investimentos já realizados no aeroporto.

Reequilíbrio e retomada

O leilão ocorreu após um período de reestruturação do Galeão, que enfrentou queda na demanda nos anos seguintes aos grandes investimentos realizados para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, cenário agravado pela pandemia de covid-19. Nos últimos anos, medidas adotadas em conjunto por diferentes esferas de governo buscaram reequilibrar a operação aeroportuária no Rio de Janeiro. Entre elas, está o limite de movimentação no Aeroporto Santos Dumont, com o objetivo de distribuir melhor o fluxo entre os terminais e otimizar o uso da infraestrutura existente.

Os efeitos dessa reorganização já aparecem nos números. Em 2023, os aeroportos Santos Dumont e Galeão movimentaram, juntos, 18,9 milhões de passageiros. Já em 2025, o volume subiu para 23,5 milhões, indicando a recuperação da demanda e maior equilíbrio na operação entre os dois aeroportos.

Tomé Franca, secretário-executivo do Ministério de Portos e Aeroportos, ressaltou a importância do certame para a aviação do Rio de Janeiro e do Brasil. “A curva de aumento da movimentação de passageiros no Brasil é um fato que vem se consolidando nos últimos três anos e exigirá um Galeão preparado”, reforçou.

Compartilhe este post:

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
Telegram
Email
error: Content is protected !!