TM AEROLÍNEAS

Transporte internacional de cargas tem nova operadora

Entrada da TM Aerolíneas ampliará conectividade logística brasileira

Redação TranspoData

Foto MPor, Divulgação

A autorização para que a empresa mexicana TM Aerolíneas opere transporte aéreo internacional regular de cargas, com origem ou destino n

o Brasil, deve ampliar a conectividade logística do país e fortalecer a integração às cadeias globais de comércio. A permissão foi concedida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) por meio de portaria publicada em 13 de março.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que a ampliação da presença de empresas estrangeiras contribui para a logística brasileira e para dar vazão à produção local. “Cada nova empresa que passa a operar transporte de cargas no Brasil amplia as rotas logísticas, aumenta a competitividade do setor e cria melhores condições para o escoamento da produção nacional. Isso é fundamental para fortalecer o comércio exterior e integrar ainda mais o Brasil às cadeias globais de suprimento”, justificou.

O transporte aéreo de cargas tem papel estratégico no comércio exterior brasileiro, especialmente para mercadorias de alto valor agregado ou que exigem rapidez na entrega. Em 2025, os aeroportos do país movimentaram 1,34 bilhão de quilos de cargas, somando voos domésticos e internacionais, segundo dados do Relatório de Oferta e Demanda, da Anac.

Desse total, 881,7 milhões de quilos foram transportados em voos entre o Brasil e outros países, o equivalente a 65,4% de toda a carga aérea movimentada no período. Já as operações domésticas responderam por 465,4 milhões de quilos, cerca de 34,6% do total. Entre os principais parceiros comerciais do Brasil no transporte aéreo de cargas estão Estados Unidos, Portugal, Chile, Alemanha e Espanha.

A ampliação das rotas de carga aérea ocorre em um momento de crescimento do setor em escala global. De acordo com relatório da International Air Transport Association (IATA), a demanda mundial por transporte aéreo de cargas cresceu 4,3% no ano passado, com destaque para as operações internacionais, que avançaram 5,5% no período. O levantamento aponta que a expansão do setor tem sido impulsionada por fatores como o crescimento do comércio eletrônico, a reorganização das cadeias globais de suprimento e a necessidade de transporte rápido para mercadorias de alto valor e sensíveis ao tempo.

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