West Cargo

West Cargo amplia uso de tecnologia e reforça segurança

Estratégia passa por combinar diferentes recursos, reduzindo a dependência de uma única ferramenta e ampliando a proteção de motoristas, veículos e cargas

Redação TranspoData

Foto West Cargo, Divulgação

Mesmo com a redução dos roubos de cargas no Brasil, a segurança segue como uma preocupação constante para o transporte rodoviário de cargas. Em 2025, o país registrou 8.570 ocorrências, queda de 16,7% em relação ao ano anterior, mas o prejuízo direto permaneceu próximo de R$ 900 milhões, podendo superar R$ 1 bilhão quando considerados impactos indiretos, como seguros, interrupções operacionais e investimentos em segurança. Em 2026, a tendência de redução continuou: entre janeiro e maio, foram 3.397 ocorrências, 8,71% abaixo do mesmo período do ano anterior.

Os dados mostram que a queda no número de casos não elimina a necessidade de proteção das operações. Nesse cenário, tecnologias de rastreamento, monitoramento e bloqueio vêm ganhando espaço no gerenciamento de risco das transportadoras. A estratégia passa por combinar diferentes recursos, reduzindo a dependência de uma única ferramenta e ampliando a proteção de motoristas, veículos e cargas.

É dentro dessa lógica que a West Cargo está incorporando uma nova geração de travas eletrônicas em parte de sua frota. A solução da linha CIL-LOCK reúne proteção mecânica reforçada, rastreamento e comunicação com a central de monitoramento, além de poder ser aplicada em diferentes configurações de veículos e implementos.

Segundo as especificações técnicas fornecidas à West Cargo, a nova versão amplia a resistência da estrutura e passa a utilizar comunicação 4G e localização por GNSS multiconstelação, combinando sistemas como GPS, GLONASS, GALILEO e BeiDou. A fabricante informa ainda que sua atual linha de travas utiliza conectividade 4G e rastreamento por múltiplas constelações de satélites, ampliando a disponibilidade de informações sobre localização e status do equipamento

De acordo com Luigi Rosolen, diretor da West Cargo, a trava eletrônica acrescenta uma camada de segurança à operação, com uma estrutura física reforçada e mais um recurso de rastreamento. “Trabalhamos com diferentes sistemas ao mesmo tempo para aumentar a redundância e evitar que a proteção da carga e do motorista dependam de uma única tecnologia”, reforça.

A nova versão também incorpora recursos de proteção contra violação e comunicação de alertas para a central de monitoramento. A abertura pode ocorrer remotamente, por RFID ou aplicativo, enquanto cercas eletrônicas e regras específicas de liberação e bloqueio permitem adaptar o equipamento às características de cada operação.

Essa combinação permite estabelecer, por exemplo, locais autorizados para abertura e acompanhar em tempo real tentativas de violação ou movimentações fora das condições previamente estabelecidas. Dessa forma, a tecnologia deixa de atuar apenas como uma barreira física e passa também a gerar informações para a gestão de risco.

Na West Cargo, a trava atua de forma complementar aos demais recursos já instalados nos veículos, como bloqueios de roda e motor, monitoramento e rastreamento. A solução também possui compatibilidade com portas de contêineres marítimos, ampliando a aplicação em operações ligadas ao comércio exterior.

Para a transportadora, a lógica é trabalhar com redundância: caso uma barreira seja comprometida, outros recursos permanecem ativos. A estratégia integra proteção física, rastreamento, comunicação e procedimentos operacionais, reduzindo a concentração da segurança em um único dispositivo. “A segurança não pode ficar concentrada em um único recurso. Quanto mais tecnologias trabalham de forma complementar, maior é a capacidade de proteger a operação e oferecer mais previsibilidade para motorista, transportadora e cliente”, ressalta Rosolen.

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