NSA Pneutec investe em reengenharia, rastreabilidade e análise de dados para aprimorar processos de recapagem, em um mercado ligado à redução de custos e ao aproveitamento de pneus no transporte rodoviário
Redação TranspoData
NSA Pneutec, Divulgação
A reforma de pneus faz parte da rotina de milhares de operações de transporte no Brasil. Para transportadoras e gestores de frota, prolongar a vida útil dos pneus representa uma possibilidade de controlar despesas e aproveitar melhor os recursos disponíveis. Nesse contexto, a TranspoData esteve presente no evento que celebrou os 75 anos da NSA Pneutec, realizado em 1º de outubro de 2026, em Osasco (SP). A programação também incluiu o Prêmio Retransformar, iniciativa da empresa que destaca clientes e parceiros comprometidos com a reforma e a recapagem de pneus. A comemoração reuniu empresas e representantes dos setores de transporte e logística, reforçando a importância do reaproveitamento de pneus e da evolução dos processos de reforma.
É nesse cenário que a NSA Pneutec completa 75 anos de história em 2026. Fundada em 1951, em São Paulo, a empresa iniciou sua trajetória no segmento de pneus e, ao longo das décadas, ampliou sua estrutura e incorporou novas tecnologias de reforma. Entre os marcos de sua evolução estão a consolidação da operação de recapagem, a integração de empresas e o desenvolvimento de processos próprios de produção.
Mais recentemente, a companhia direcionou investimentos à reengenharia de seu processo industrial, que resultou na tecnologia denominada 5G, sua quinta geração de reforma de pneus. A proposta combina diagnóstico individual das carcaças, monitoramento das etapas de produção e utilização de dados para orientar decisões técnicas.
Da experiência industrial à reforma orientada por dados
A tecnologia 5G representa uma mudança na forma como a NSA organiza a reforma dos pneus. De acordo com a empresa, o processo foi desenvolvido após quatro anos de trabalho de reengenharia e considera as características de cada carcaça e as condições de utilização do pneu na frota.
Na chegada à fábrica, os pneus passam por uma avaliação inicial, com coleta de informações que alimentam o sistema de gestão da companhia. Esses dados são cruzados com o histórico disponível para auxiliar na definição dos procedimentos de reforma.
A produção também é organizada de acordo com os diferentes perfis de utilização. No transporte rodoviário de longa distância, por exemplo, os requisitos não são os mesmos encontrados em operações urbanas, marcadas por frenagens e manobras frequentes, ou em aplicações severas, como mineração, agricultura e atividades fora de estrada.
Essa segmentação orienta a escolha dos procedimentos de preparação e reforma, considerando fatores como desgaste, resistência e condições de trabalho. O objetivo é adequar o processo às exigências de cada aplicação, em vez de adotar uma única configuração para todos os pneus.
Outro componente da tecnologia é a integração de equipamentos e controles industriais. Segundo a NSA Pneutec, as máquinas desenvolvidas em parceria com a Vipal Borrachas incorporam recursos de inteligência de negócios e comunicação entre etapas, permitindo acompanhar parâmetros de produção e identificar desvios durante o processo.
A empresa informa ainda que suas carcaças passam por testes de pressão a 140 psi e que a vulcanização é monitorada por meio de rotâmetro, com índice de eficácia de 99,85% nos testes realizados. Esses indicadores fazem parte dos controles divulgados pela fabricante e descrevem procedimentos específicos de sua operação.
Gestão de pneus e o peso da reforma no transporte

A evolução dos processos industriais ocorre em um segmento com impacto direto sobre os custos do transporte rodoviário. Dados divulgados pela Associação Brasileira da Reforma de Pneus (ABR) apontam que a atividade permite recuperar carcaças e substituir a banda de rodagem, prolongando o aproveitamento dos pneus que atendem aos critérios técnicos para a reforma.
A entidade estima que aproximadamente dois terços dos pneus de caminhões e ônibus em circulação no país passam por algum processo de reforma ao longo de sua vida útil. A prática também contribui para reduzir a necessidade de matérias-primas utilizadas na fabricação de pneus novos e adiar o descarte das carcaças. Os resultados efetivos dependem, entre outros fatores, das condições do pneu e da adequação do processo de reforma.
A relevância econômica do setor também aparece nos números mais recentes. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Artefatos de Borracha (Abiarb) e da Associação das Empresas Reformadoras de Pneus do Estado de São Paulo (Aresp), divulgados em junho de 2026, o segmento de reforma de pneus movimentou R$ 2,9 bilhões em valor de produção em 2025 e registrou crescimento acumulado de 36,8% em dez anos. A atividade emprega aproximadamente 17,9 mil trabalhadores, conforme o levantamento divulgado.
Nesse cenário, a gestão das carcaças ganha importância para o controle do custo por quilômetro rodado, indicador que permite relacionar as despesas com pneus à distância percorrida pela frota. Acompanhar o histórico de cada unidade ajuda a avaliar o desgaste, identificar padrões e verificar o potencial de novas reformas, sempre respeitando as condições técnicas e de segurança.
A NSA Pneutec desenvolveu, para essa finalidade, o GDI (Gestão de Desempenho Integrado), sistema que utiliza informações acumuladas sobre os pneus processados para apoiar a análise da operação. A empresa informa que seu banco de dados reúne mais de 800 mil pneus processados desde 2014.
O sistema permite relacionar informações sobre aprovação ou recusa de carcaças, histórico de utilização e padrões de desgaste. Com esses registros, a análise pode auxiliar na identificação de situações que mereçam avaliação, como problemas recorrentes de desgaste irregular ou a necessidade de rever características dos pneus utilizados em determinadas rotas.
Além da recapagem, a companhia oferece a chamada UTI dos Pneus, processo voltado à recuperação de carcaças com danos que poderiam levar ao descarte, desde que a avaliação técnica indique a possibilidade de recuperação. A iniciativa integra o conjunto de soluções da empresa para ampliar o aproveitamento dos pneus ao longo de sua vida útil.
Uma trajetória de expansão e atualização tecnológica
A história da NSA Pneutec inclui diferentes etapas de crescimento. Conforme a cronologia institucional da empresa, a operação passou por aquisições e integração de negócios, recebeu certificação do Inmetro e ampliou sua atuação em serviços relacionados ao ciclo do pneu. Em 2011, ocorreu a unificação das marcas NSA e Pneutec; em 2014, a empresa lançou o sistema 4G, etapa anterior à atual tecnologia 5G.
Em 2026, ao completar 75 anos, a companhia também recebeu o título de Empresa Destaque do Ano em Reforma de Pneus no Prêmio Renova Pneu, durante a Pneu Show, realizada em junho, em São Paulo. O reconhecimento integra a trajetória recente da empresa em um segmento que reúne fabricantes de matéria-prima, fornecedores de equipamentos e reformadores. (NSA Pneutec — Prêmio Renova Pneu 2026)
Ao longo de sete décadas e meia, a reforma de pneus passou a incorporar novos equipamentos e métodos de controle industrial. No caso da NSA Pneutec, a evolução da operação combina a experiência acumulada no setor com investimentos em monitoramento, análise de dados e segmentação dos processos.
Para o transporte de cargas, a gestão dos pneus permanece relacionada a fatores como segurança, manutenção, disponibilidade dos veículos e custos operacionais. A ampliação dos recursos de diagnóstico e rastreabilidade acrescenta ferramentas para acompanhar o desempenho das carcaças e orientar decisões sobre sua utilização ao longo do tempo.






















