Iniciativa faz parte das ações do plano de descarbonização da empresa, que já reduziu as emissões de escopos 1 e 2 em 61% entre 2019 e 2025
Redação TranspoData
Foto Motiva, Divulgação
A Motiva está investindo em torno de R$ 50 milhões na expansão da frota operacional de veículos elétricos e híbridos nas concessões rodoviárias e trilhos (trens, metrôs e VLT) para acelerar a descarbonização dos seus ativos. Em pouco mais de um ano, a companhia já ampliou em 61% a quantidade de automóveis eletrificados (elétricos e híbridos) em circulação, de cinco para 85, e tem a meta de chegar a 125 unidades até o fim de 2026.
O plano, iniciado no final de 2024, integra o esforço da companhia para reduzir a pegada de carbono de seus ativos. A estratégia está alinhada às metas de redução de 59% das emissões de escopos 1 e 2 e 27% nos escopos 3 para 2033, aprovadas junto ao Science Based Targets initiative (SBTi), e ao compromisso de neutralidade carbônica nos escopos 1 (emissões diretas) e 2 (consumo de energia elétrica) até 2035. Ao final de 2025, a Motiva já havia reduzido em 61% as emissões de escopos 1 e 2 ante 2019.
O investimento em curso está sendo utilizado para viabilizar a compra de 126 automóveis, entre carros de inspeção, guinchos leves e viaturas de resgate, sendo 59 elétricos e 67 híbridos. Atualmente, a frota da Motiva Rodovias contabiliza 78 veículos eletrificados, o que representa crescimento expressivo frente aos cinco automóveis ao final de 2024. Até o final de 2026, a expectativa é adicionar outros 47 veículos, com perspectiva de expansão nos próximos anos.
Os novos veículos estão presentes nos principais corredores viários operados pela companhia. A Motiva AutoBan, que administra o sistema Anhanguera-Bandeirantes (SP), possui sete veículos eletrificados, sendo seis elétricos e um híbrido. A concessionária foi pioneira no Brasil ao implantar a primeira base operacional 100% elétrica no setor, localizada no km 118 da Rodovia Anhanguera, em Nova Odessa (SP).
A frota eletrificada também circula em outras operações: são cinco veículos na BR-163/MS (Motiva Pantanal), nove na Rodovia Presidente Dutra (RioSP), seis no RodoAnel Oeste (SP), cinco no Sistema Raposo-Castello Branco (SPVias), dois na BR-101 Sul/SC (ViaCosteira) e dois nas vias administradas pela ViaSul, no Rio Grande do Sul.
O projeto também contribui para ampliar a eficiência operacional e a competitividade da Motiva. Por isso, as novas concessões da companhia já nascem com boa parte da frota eletrificada. A Motiva Paraná, que opera o Lote 3 de rodovias no estado, já conta com 19 carros 100% eletrificados em operação. A Motiva Sorocabana, que administra um conjunto de vias na região de Sorocaba (SP), já possui sete automóveis. Na Motiva MinasSP, que passou a operar a Fernão Dias (BR-381) em abril deste ano, a previsão é de, em setembro, ter 16 veículos eletrificados em circulação.
Extensão aos trilhos
Mais recentemente, a companhia estendeu a iniciativa à plataforma de trilhos. Na capital paulista, a Linha 4 – Amarela, de metrô, recebeu os três primeiros veículos leves para uso operacional. O Metrô Bahia também opera uma frota de três ônibus elétricos, que realizam o traslado ao Aeroporto Internacional de Salvador. Em circulação desde o início de 2025, o serviço já evitou a emissão de 140 toneladas de carbono equivalente (CO2e), em comparação ao desempenho de ônibus convencionais movidos a diesel.
A nova frota é composta pelas marcas JAC Motors, Mercedes-Benz, BYD e Ford. Os guinchos leves são do modelo JAC E-JT 9,5; as viaturas de resgate, JAC IEV1200T e Sprinter elétrica; o veículo leve, BYD Dolphin GS; e os automóveis de inspeção, JAC IEV 330P e Ford Maverick.
As estimativas indicam que cada guincho leve elétrico, quando introduzido na operação, pode gerar a redução direta nas emissões de ordem de 3,6 toneladas de CO2e ao longo do ciclo de vida útil de quatro anos do equipamento. O avanço da frota elétrica contribuiu para reduzir em 8% as emissões da plataforma de rodovias da Motiva em 2025, na comparação com 2024.
Eletrificação de ônibus em aeroportos
A Motiva também vem avançando no uso de veículos elétricos em terminais aeroportuários. No começo de 2026, o BH Airport, que administra o Aeroporto de Confins (MG), investiu cerca de R$ 5 milhões para adquirir os dois primeiros ônibus elétricos para o transporte de passageiros. A expectativa é de que o projeto gere uma redução de 42,1 toneladas de CO2 equivalente por ano.
Anteriormente, o BH Airport já havia realizado a substituição de quatro veículos a combustão por modelos elétricos, utilizados no transporte de equipes operacionais no pátio. Esse projeto, por sua vez, já evitou a emissão de 40 toneladas de CO2 equivalente.
O Aeroporto de Goiânia também vem utilizando um ônibus elétrico no transporte de passageiros pelo terminal. O modelo usado é o BYD D9W, que tem capacidade para até 80 pessoas e uma autonomia de 250 quilômetros.








