Empresa pretende dobrar a frota atual de veículos e qualificar a infraestrutura
Redação TranspoData
Foto All Green Group, Divulgação
O All Green Group, ecossistema brasileiro voltado à eletrificação e descarbonização do transporte e da logística, planeja ampliar a frota de 500 para 1.000 veículos elétricos e infraestrutura até o final de 2026, com investimento de cerca de R$ 300 milhões. A expansão acompanha o crescimento dos negócios que formam o ecossistema e mira cerca de 3.500 veículos elétricos, incluindo caminhões, até 2029, ampliando a atuação do grupo tanto em entregas urbanas quanto no transporte rodoviário de cargas. Para esse ano, o grupo projeta faturamento próximo a R$ 240 milhões, após a To Do Green, empresa de logística que deu origem à operação, elevar a receita de R$ 35 milhões para R$ 110 milhões no ano passado.
Formado pelas empresas To Do Green, Green Mobility e Green On, o All Green Group busca transformar a experiência acumulada na operação de veículos elétricos em uma plataforma integrada de eletrificação. A estratégia reúne veículos, operação logística, infraestrutura de recarga, energia e tecnologia, permitindo ao grupo atuar em diferentes etapas da cadeia.
A estratégia é avançar para segmentos nos quais a eletrificação ainda encontra maiores barreiras operacionais. Enquanto a To Do Green construiu sua experiência em operações urbanas e de última milha, o grupo prepara a entrada no middle mile, responsável pelo transporte de cargas entre centros de distribuição, e, na sequência, em operações rodoviárias de média e longa distância.
Entre os corredores prioritários está a Rodovia Presidente Dutra, que conecta São Paulo e Rio de Janeiro. O projeto prevê ampliar progressivamente a presença de caminhões elétricos nesse eixo, apoiada por uma infraestrutura de carregamento adequada às operações rodoviárias. “Eletrificar uma frota é apenas parte do desafio. Para fazer essa transformação em escala, precisamos garantir veículo, energia, infraestrutura, tecnologia e excelência operacional. Foi a partir dessa visão que construímos o All Green Group. A ambição é criar uma das maiores plataformas de eletrificação e descarbonização da logística da América Latina”, afirma Paula Simões, fundadora e CEO do All Green Group.
Três negócios em uma mesma plataforma

O modelo do All Green Group foi estruturado para reunir competências complementares. A To Do Green concentra a operação logística com veículos elétricos, a Green Mobility atua na disponibilização e gestão dos veículos e ativos, e a Green On é responsável pela infraestrutura de carregamento, energia e soluções tecnológicas. A proposta é oferecer uma estrutura integrada para empresas que desejam eletrificar as operações, eliminando um dos principais gargalos na expansão dos veículos elétricos: a necessidade de desenvolver, simultaneamente, frota, energia e infraestrutura.
Para sustentar o próximo ciclo de expansão, o All Green Group vem estreitando relações com a indústria nacional e investidores globais. Em agenda recente na China, a companhia manteve conversas com fabricantes de veículos comerciais elétricos, fornecedores de baterias e de infraestrutura de recarga, além de potenciais parceiros financeiros e estratégicos.
A empresa também mantém diálogo com fabricantes e fornecedores da indústria automotiva nacional para ampliar as alternativas para a expansão da frota elétrica e avaliar soluções adequadas às necessidades da operação brasileira. As conversas envolvem potenciais fornecedores de veículos comerciais e de caminhões elétricos, além de tecnologias e estruturas que possam contribuir para o crescimento da operação.
As negociações envolvem veículos comerciais e caminhões elétricos, tecnologia embarcada, baterias, sistemas de armazenamento de energia, infraestrutura de carregamento e possíveis acordos de parceria e investimento. “Voltamos ainda mais convencidos de que o Brasil tem uma oportunidade enorme. A tecnologia existe, os veículos evoluem rápido e há capital interessado nessa transformação. O desafio é conectar essa capacidade global à realidade operacional brasileira e construir escala”, afirma a executiva.







