Trabalho da NTC&Logística indica que o primeiro semestre do ano foi marcado por forte pressão sobre os custos do transporte, especialmente em razão dos combustíveis
Redação TranspoData
Foto Banco de Imagens, Divulgação
Em nota oficial, a NTC&Logística faz o alerta de que o transporte rodoviário de carga convive, no momento, com uma defasagem média de 10,5% entre os valores de frete praticados e os custos efetivos da atividade, apurados pelo Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas. A entidade ressalta que a manutenção de preços abaixo dos custos compromete a sustentabilidade econômica das operações e, consequentemente, a capacidade de manutenção da qualidade e da segurança dos serviços.
Após um período de maior estabilidade dos custos operacionais em 2025, o estudo mostra que o primeiro semestre deste ano foi marcado por forte pressão sobre os custos do transporte, especialmente em razão dos combustíveis. No período, o aumento acumulado deste insumo é de 17,63%.
Outros componentes também registraram elevação. Em 12 meses, encerrados em junho, o INCT-Lotação registrou alta de 8,36% e o INCT-Fracionado, 8,19%, ambos acima do IPCA do período, de 4,64%. “Os preços praticados no mercado não acompanharam integralmente essa elevação. O resultado é uma defasagem média de 10,5%, o que evidencia a necessidade de revisão dos valores atualmente praticados”, defende a entidade.
A nota ainda frisa que quando o preço contratado não acompanha o custo necessário para realizar a operação, a diferença é absorvida pelo transportador, reduzindo a margem e comprometendo a capacidade de investimento em renovação de frota, manutenção, segurança e melhoria dos serviços. “A recomposição do frete não deve ser vista apenas como uma questão do transportador, mas como uma necessidade para preservar a sustentabilidade de toda a cadeia logística”, acrescenta.
A entidade também considera fundamental que sejam corretamente considerados os componentes tarifários aplicáveis a cada operação, especialmente frete-valor, GRIS, TSO, custos de gerenciamento de riscos, cobrança adequada de cubagem e demais taxas e serviços adicionais. Ainda inclui como ponto de atenção o custo financeiro decorrente dos prazos concedidos aos clientes. “Com a Selic ainda elevada, o financiamento desses prazos representa custo adicional ao transportador que não está contemplado nas planilhas referenciais de custos da NTC”, esclarece. Finaliza com a recomendação de que transportadores e contratantes revisem os valores de frete e seus componentes, buscando recompor as perdas acumuladas e estabelecer preços compatíveis com os custos efetivos de cada operação.









