Na briga com as picapes médias disponíveis no mercado, o que mais conta a favor da RAM Dakota é oferecer, por dentro e por fora, estilo e elegância
Mauro Cassane
TranspoData, Divulgação
Quando chegou ao mercado, no início deste ano, a RAM Dakota chamou a atenção dos jornalistas especializados que, com raras exceções, cravaram que não era uma legítima RAM. Disseram ser uma Fiat Titano mais luxuosa. Não é bem assim. Marcas não carecem, nem precisam, criar modelos com a mesma genética, design e até mesmo personalidade. O bom mesmo é a diversidade.
Sempre vai ter quem goste e quem desgoste. O fato é que a RAM Dakota é uma bela picape média que vai sim encantar picapeiros compradores de Ranger, Hilux, Amarok ou S10 ávidos por carros mais luxuosos e, por que não dizer, charmosos. Avaliamos a RAM Dakota Laramie e, sem medo de errar, é uma picape que vale a pena considerar como sua próxima aquisição, particularmente se você valoriza glamour.
É sim montada sob a mesma plataforma da Fiat Titano (que é uma respeitável picape média) mas, de resto, por dentro, é puro luxo e muita diferença. Acabamento em couro no painel, bancos de couro com costura aparente, dando aquele aspecto de elegância, e detalhes ergométricos de conforto que chamam atenção.
Cada picape tem que ter uma personalidade e é legal sim ousar. A Stellantis acertou em cheio com a RAM Dakota. A começar pelo motor 2.2 turbodiesel de 200 cv com bom torque de 45,6 kgfm, câmbio automático de 8 velocidades (que funciona muito bem sincronizada e sem solavancos) e tração 4×4 (sendo 4×2 o padrão e opções para 4×4 Auto e reduzida) e, claro, como bom off-road tem bloqueio de diferencial traseiro e é possível, no seletor do console, escolher a melhor condução de acordo com o terreno (lama, areia, neve).

A capacidade de carga é de 1.020 kg com força suficiente para tracionar até 3,5 toneladas. Então, fica bem claro que é uma picape de respeito. Tem potência, torque, tração, boa capacidade de carga e, para quem nunca nem se importa em carregar nada, mas gosta deste estilão, esbanja luxo.
O interior é o destaque (a noite fica ainda mais bonita). Além os bancos no elegante couro marrom (com o mesmo couro se estendendo pelas portas e painel) tem o ar-condicionado digital duo-zone, tela central de 12,3 polegadas e quadro de instrumentos de 7 polegadas de modo a manter o condutor muito bem informado sobe desempenho, velocidade, temperatura, trip, consumo, etc. Tudo bem claro no painel cuja luminosidade não cansa (mesmo com longas horas conduzindo a noite).
Por fora vem outra característica marcante da RAM: cromos em profusão e faróis de LED. As rodas de aro 18 também são cromadas. As dimensões são básicas: 5,36 m de comprimento, 3,18 m de entre-eixos e 22,9 cm de ângulo de ataque. O tanque comporta 80 litros de diesel.
O conjunto de suspensão funciona a contento com boa absorção em estradas esburacadas e maciez confortável e silenciosa no asfalto. Para um motorzão de 200 cv o consumo foi bem a contento: chegamos a fazer média de 15,7 km/l na estrada e 13,8 km/k considerando mix de off-road e cidade.
A RAM Dakota é uma picape que surpreende sim. É ser muito simplista e leviano apenas dizer que é uma Fiat Titano com mais acessórios. A Dakota tem estilo e personalidade própria. E, para quem gosta de aparecer, convenhamos, chama a atenção por onde passa. É um carro de 310 mil reais que, de fato, não deve nada para suas concorrentes diretas e, ainda por cima, no quesito elegância, leva com boa sobra, larga vantagem.





