implementos rodoviários

Mercado de implementos rodoviários reage no segundo semestre

Volumes emplacados em julho e agosto representam 30% do volume acumulado em oito meses

Roberto Hunoff

Foto Banco de Imagens, Divulgação

Após um primeiro semestre de retração, o mercado nacional de implementos rodoviários sinalizou forte reação nos meses de julho e agosto. Nos dois meses foram entregues 29.777 unidades, o equivalente a quase 30% do acumulado entre janeiro e agosto, que soma 95.513 emplacamentos, 2,7% inferior ao mesmo período do exercício passado. No primeiro trimestre do ano, a perda em relação a igual período de 2025 foi de 13,68%.

O desempenho é puxado pelo segmento de reboques e semirreboques, que teve um primeiro semestre muito negativo. No acumulado de oito meses, o mercado absorveu 46.959 unidades, queda de 1,6% na comparação com igual período de 2025.

O Move Brasil tem participação importante na recuperação do resultado da indústria. O programa incentivou a aquisição de implementos rodoviários e ainda é uma das ferramentas que dá suporte ao desempenho do setor. “As vendas associadas ao Move Brasil devem se estender em setembro. Esses resultados mostram que a recuperação dos negócios da indústria de implementos rodoviários segue em ritmo moderado”, explica José Carlos Spricigo, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários. Ele acredita que a manutenção desta curva ascendente e a realização da Fenatran, em novembro, devem garantir a repetição, em 2026, dos resultados do ano passado, na faixa de 149 mil unidades.

Das 14 famílias de veículos rebocados, oito têm desempenho positivo no acumulado do ano. O tanque inox tem o melhor resultado, com alta de 16%, e 370 unidades. Já o tanque carbono é o de pior desempenho, com queda de 32%, com 2.541 entregas. O graneleiro/carga seca segue na liderança, com 8.940 veículos, avanço de 6%, seguido por carga geral com 8.474 unidades, incremento de 9,5%.

No segmento de carroceria sobre chassis, o mercado apresenta retração de 3,8%, com 48.554 unidades vendidas. Das sete famílias, cinco tem números negativos. O melhor resultado, de 4,5%, é o de baús lonados, com total de 310 unidades. O graneleiro/carga seca tem o pior desempenho, de 14%, com 9.749 entregas. O baú alumínio/frigorífico segue na liderança, com 21.660 unidades, alta de 3,5%.

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