Transportadora terá estrutura de 30 mil metros quadrados a partir do final do ano
Roberto Hunoff
Fotos Tomasi Logística, Divulgação
Com operação em Caxias do Sul (RS) há 10 anos, ocupando espaço locado de 5 mil metros quadrados, a Tomasi Logística, com matriz em Lajeado (RS), investirá R$ 12 milhões na aquisição de terreno, já consolidada, e construção de nova sede, com 30 mil metros quadrados. Será a maior das 11 unidades localizadas no Rio Grande do Sul (cinco), São Paulo, Goiás, Bahia, Minas Gerais, Santa Catarina e Ceará. De acordo com o diretor executivo, Diego Tomasi, as obras terão início em maio e conclusão programada para novembro. “Ainda em dezembro pretendemos iniciar as operações”, anuncia.
Com a nova sede, que exigirá a contratação inicial de 30 colaboradores diretos, elevando para 100 o quadro funcional, a Tomasi pretende não apenas atender as demandas atuais do mercado, mas ampliar a carteira de clientes e agregar novos serviços, além do foco principal no transporte. A intenção é criar um centro de distribuição, com serviços de armazenagem e consolidação de atendimentos logísticos. Também está em estudo o projeto de sublocação de áreas para clientes que queiram ter uma área própria de expedição.
Atualmente, a Região da Serra Gaúcha responde por 15% da receita da companhia, atuando principalmente junto a clientes dos setores metalmecânico, automotivo, utilidades domésticas e alimentos. Com a nova estrutura, a meta é ampliar o resultado regional em 25%. De acordo com Tomasi, a unidade atual tem capacidade de movimentação de aproximadamente 400 cargas mensais do total da empresa, de 3,5 mil a 4 mil.
A Tomasi tem uma frota de 535 veículos e pretende finalizar o ano com 600, embora o diretor reconheça que o cenário atual de incertezas econômicas e políticas dificulte uma tomada de decisão definitiva. A idade média da frota é de três anos.
A empresa também fará a aquisição de 90 novos implementos rodoviários, visando ampliar o sistema de franquias, no qual pequenos e médios operadores usam seus caminhões. “Esta estratégia funciona muito bem em Caxias do Sul, é a unidade em que mais temos franqueados que atrelam nossos equipamentos rodoviários aos seus caminhões. O objetivo é incrementar esta política”, afirmou. Segundo o executivo, a carreta segue um padrão da empresa, personalizada e com comunicação visual única. Baú e sider são as principais famílias utilizadas pela Tomasi.
De acordo com o diretor, o ano passado foi desafiador em função da alta dos juros, com impactos na compra de caminhões. Mesmo assim, a empresa fechou o exercício com alta de 17% sobre 2024. A meta é alcançar novo crescimento, mas define 2026 como delicado em função das eleições, Copa do Mundo e feriados prolongados. Mas acredita em oportunidades. “O mercado tende a se concentrar em operadoras melhor estruturadas, capazes de suportar este momento difícil. O pequeno operador pode ter mais problemas”, projeta.
Um dos mercados que deve aquecer os negócios da empresa é o Mercosul, com expectativa de crescimento de 30% na movimentação de cargas. “Já firmamos importantes contratos com clientes da Argentina e Uruguai”, destaca. A Tomasi emprega 500 funcionários diretos e chega a 800 com indiretos.





