RIO GRANDE -

Porto de Rio Grande receberá investimento de R$ 1,5 bilhão

Valor decorre da assinatura do contrato de cessão de área para o terminal de uso privado

Redação TranspoData

Foto Porto de Rio Grande, Divulgação

O governo federal cederá área no Porto do Rio Grande (RS) para a construção de um terminal de celulose pela CMPC. O objetivo é atender o incremento de demanda da empresa, que construirá em Barra do Ribeiro, cidade vizinha, uma nova fábrica com capacidade para produzir até 2,5 milhões de toneladas de celulose ao ano. No novo terminal, que ocupará área antigamente utilizada pelo Estaleiro QGI, o aporte previsto é de aproximadamente R$ 1,5 bilhão. O anúncio foi feito na terça (20/01) em cerimônia que teve a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Conforme a Portos RS, empresa pública responsável por administrar o sistema hidroportuário no estado, o projeto prevê a construção de dois berços de atracação para navios e dois para barcaças. O terminal de uso privado terá capacidade de movimentar até 9 milhões de toneladas anuais, a partir do 11º ano de operação, com infraestrutura para armazenagem de cerca de 194 mil toneladas e operação simultânea de dois navios. A operação do terminal deve gerar mais de 400 empregos diretos e cerca de 2.100 indiretos, além de aproximadamente 1.500 postos de trabalho durante a fase de construção. O contrato de adesão foi assinado em 7 de janeiro.

Chamado de projeto Natureza, o investimento total na iniciativa é estimado em cerca de R$ 27 bilhões. O projeto deve impactar mais de 75 municípios no Rio Grande do Sul e gerar cerca de 12 mil postos de trabalho durante as obras e aproximadamente 1,5 mil após sua conclusão. Com a ampliação da produção, a expectativa é de um escoamento superior a 4,3 milhões de toneladas de celulose por ano, o que motivou a implantação de dois novos terminais de uso privado no estado, em Rio Grande e Barra do Ribeiro.

Na projeção de Cristiano Klinger, presidente da Portos RS, a movimentação portuária tende a crescer nos próximos anos, o que exigirá ampliação da capacidade instalada. “A consolidação de projetos desse porte reforça o papel da autoridade portuária como indutora do desenvolvimento regional. Estamos preparados para garantir a eficiência operacional e a sustentabilidade das operações”, frisou.

Construção de embarcações

A cerimônia também incluiu a assinatura de contratos do Programa Mar Aberto, iniciativa da Petrobras voltada à renovação da frota de apoio marítimo. Ao todo, os contratos somam R$ 2,8 bilhões para a construção de cinco navios gaseiros, 18 barcaças e 18 empurradores, com potencial de geração de mais de 9 mil postos de trabalho diretos e indiretos. As embarcações serão operadas pela Transpetro e construídas em estaleiros do Rio Grande do Sul, Amazonas e Santa Catarina.

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