BRADO - ALCOA - 04.26

Parceria viabiliza transporte de alumínio do Maranhão a São Paulo por ferrovia

Movimento que reúne a Brado Logística e Alcoa estabelece um novo padrão para o transporte de metais no Brasil

Redação TranspoData

Foto Brado, Divulgação

A Brado Logística, referência em serviços de logística multimodal, e a Alcoa, líder global na produção de bauxita, alumina e alumínio, estão implementando uma nova operação para o transporte de metais. Lingotes de alumínio da Alcoa produzidos na Alumar, consórcio gerenciado pela empresa no Maranhão, serão levados para clientes no estado de São Paulo. A operação integra os modais rodoviário e ferroviário, tendo a Ferrovia Norte-Sul como eixo principal, conectando Davinópolis (MA) a Sumaré (SP) ao longo de mais de 2.700 quilômetros. Trata-se do mais longo percurso ferroviário contínuo dedicado ao abastecimento industrial regular no país.

Com esse projeto, a iniciativa amplia o uso do transporte ferroviário para cargas industriais de maior valor agregado e consolida um corredor multimodal com maior previsibilidade operacional, menor intensidade de carbono e ganhos de eficiência sistêmica. A iniciativa teve início em julho de 2025, quando a nova rota multimodal foi inaugurada. Desde então, foram realizadas 13 viagens, que movimentaram 884 contêineres e 22,5 mil toneladas de produtos, consolidando parâmetros operacionais, modelagens e ganhos logísticos para a formalização do contrato agora anunciado.

Para Luciano Johnsson, CEO da Brado, operações como essa mostram como a multimodalidade é decisiva para destravar competitividade no Brasil. “Ao unir ferrovia e rodovia de forma integrada, conseguimos oferecer uma logística mais eficiente, segura e sustentável, alinhada às demandas industriais e a necessidade de soluções com previsibilidade operacional e menor impacto ambiental possível”, destaca.

O executivo frisa que a operação comprova a viabilidade de estabelecer corredores ferroviários regulares para cadeias de suprimentos industriais complexas, tradicionalmente sensíveis a atrasos, questões de segurança, interrupções no fornecimento e volatilidade tarifária. “O modelo logístico representa um avanço estrutural na forma como o alumínio é transportado por longas distâncias no Brasil. Isso contribui para um transporte de cargas com menores emissões, rigorosos padrões de segurança e maior eficiência ao longo de toda a cadeia de valor, ao mesmo tempo em que fortalece a resiliência e a competitividade dos negócios”, reforça Mateus Tiraboschi, vice-presidente global de compras e transporte da Alcoa.

Competitividade industrial e agenda logística

O desenho operacional integra a capacidade e a previsibilidade da ferrovia em longas distâncias com a flexibilidade do transporte rodoviário nos trechos iniciais e finais da operação. Os lingotes, com peso médio de 1.100 quilos por unidade, exigem rigorosos padrões de embalagem, rastreabilidade e segurança, além de planejamento antecipado para a ocupação de contêineres e a gestão dos terminais.

O percurso logístico tem início em São Luís (MA), segue para Davinópolis, percorre a Ferrovia Norte-Sul até Sumaré e, a partir daí, abastece clientes industriais em São Paulo e Minas Gerais. Esse modelo busca mitigar riscos operacionais, reduzir a volatilidade nos prazos de entrega e fortalecer a resiliência das cadeias produtivas.

Nesse modelo logístico, a dimensão ambiental é tratada como um fator estratégico. Além do ganho operacional, a parceria reforça o avanço de soluções sustentáveis no transporte de cargas no país. No segundo semestre de 2025, a adoção da ferrovia na rota da Alcoa reduziu mais de 5 mil toneladas de CO2 quando comparada ao transporte rodoviário. A estimativa considera a massa transportada, a distância percorrida e o fator emissões por modal.

 

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