Avaliamos a versão Ranch, topo de linha, que alia conforto, acabamento de bom gosto, visual elegante e performance positiva.
Mauro Cassane
Image, Divulgação
Entre as picapes médias do mercado brasileiro a Fiat Titano agora faz bonito. Foi renovada. Ganhou potência com um motor mais robusto e valente. O novo motor Multijet 2.2, de fato, agrada os picapeiros de hoje em dia que passaram a gostar mais de performance do que de capacidade de carga ou torque.
Com o novo motor, a Titano entrega 200 cv com 450 Nm de força. Bem na média de potência que os picapeiros valorizam. A transmissão ZF automática segue igual, com 8 velocidades, pois máxima da engenharia inteligente é não mexer naquilo que está perfeito.
A Titano tem tudo para fazer o mesmo sucesso de sua irmã menor, a Toro. É confortável, tem aquele visual elegante meio francês, é robusta e, ainda por cima, para a galera da velha guarda, tem uma das maiores caçambas da categoria.
Nesta área de carga a Fiat divulgou que o volume total pode chegar a 1.314 litros de capacidade. E esse volume fica praticamente igual ao da S 10 que tem 1.329 litros e ganha da Volkswagen Amarok, cuja capacidade é de 1.280 litros e da Ford Ranger, que chega a 1.250 litros.

Visualmente, claro, nem se nota essas sutis diferenças só na hora de acomodar alguma carga. Avaliamos em Transpodata a versão topo de linha, a Titano Ranch, completona, que vem com rodas aro 18, diamantadas, vistosas e brilhantes, santoantônio, estribo e faróis de led. O preço é competitivo para o segmento para uma versão “full”: R$ 285.990,00 quando as concorrentes, na mesma linha, passam de 300 mil reais.
Outro ponto que vale referência na Titano é a nova tração 4×4 agora com opção integral permanente (AWD), bloqueio mecânico do diferencial traseiro e 4 diferentes modos de condução. Avaliamos na lama e passa confiança. O ângulo de ataque de 29 graus assegura transições confiante em terrenos mais acidentados, especialmente degraus de terra. Nesse ponto, a Titano prova que não vai te fazer passar vergonha em situações mais “off-road”.
Mas ser boa no “off-road” não significa que é dura e desconfortável. A Stellantis ajustou isso e melhorou bastante. O sistema de suspensão combina configuração independente na dianteira e eixo rígido com feixe de molas na traseira (o que é praxe nas picapes). Mas a suspensão dianteira é do tipo independente com molas helicoidais, o que assegura melhor dirigibilidade e conforto no asfalto.
Nas primeiras versões da Titano, a suspensão recebeu críticas por ser muito dura e pular demais em pisos irregulares. Mas agora o ajuste foi certeiro. Talvez o fato de ser produzida agora no Polo Automotivo Stellantis, em Córdoba, na Argentina, tenha ajudado. As primeira versões foram produzidas pela Nordex, no Uruguai, unidade de montagem de veículos que presta serviços para várias montadoras, especialmente do Brasil.


Um ponto que não agradou muito foi o consumo: com lastro de não mais do que 200 kg, fizemos 8,6 km/l na cidade e 9,4 km/l na estrada. Não apuramos na terra. O consumo pareceu um pouco aquém do que imaginávamos para uma picape média com uma potência de 200 cv. Por outro lado, não tão longe de suas correntes, que batem média de 10 km/l.
A retomada da Titano é positivamente algo a ser destacado também. Pisou fundo, o motor responde de pronto. Especialmente nas ultrapassagens em trechos longos com muitos caminhões. É, de fato, um motor ágil e, por isso, acaba bebendo um pouco mais do que a média.
Percorremos 600 quilômetros entre urbano, estrada e terra com a Fiat Titano e o veredito é que a Fiat acertou os ajustes e, com certeza, oferece uma picape com excelente relação custo/benefício.




















