CUMMINS - MDS 160 - 02.26

Cummins anuncia a nacionalização do diferencial MD-160

Iniciativa reforça autonomia e avanço industrial da planta de Osasco

Redação TranspoData

Fotos Cummins, Divulgação

A Cummins Brasil confirmou a nacionalização do diferencial MD-160, aplicado em eixos estradeiros para caminhões pesados on-highway de até 80 toneladas de capacidade máxima de tração. A iniciativa consolida um novo marco para sua base industrial no país e fortalece a capacidade produtiva da planta de Osasco (SP), além de ampliar o nível de conteúdo local em um dos produtos de maior relevância e representatividade no portfólio de eixos fabricados localmente.

Com o processo industrial já estruturado e a linha em fase final de preparação produtiva, o MD-160 passa a integrar oficialmente a manufatura local, reduzindo a dependência externa e elevando o protagonismo da engenharia brasileira no desenvolvimento e na validação de soluções para o mercado nacional. Para absorver o projeto, a fábrica de Osasco recebeu uma nova linha de produção construída com padrão tecnológico equivalente às unidades globais da Cummins. “A nova linha combina automação inédita na planta, com a instalação do primeiro robô dedicado à montagem de diferenciais, o que eleva o nível de segurança operacional e garante precisão contínua na montagem”, afirma Jorge Silva, líder de operações da divisão de eixos da Cummins Brasil.

A estrutura também passa a operar integrada ao sistema digital de rastreabilidade do site, monitorando todas as etapas produtivas. A arquitetura fabril foi projetada para permitir futuras ampliações do portfólio, preparando o site para absorver novos modelos com maior flexibilidade industrial. “O conjunto dessas melhorias representa um salto tecnológico para a operação de Osasco, fortalecendo a capacidade produtiva local com uma base mais moderna e conectada”, reforça Silva.

A estratégia de nacionalização contempla os conjuntos críticos do diferencial, priorizando os itens de maior impacto em desempenho e confiabilidade. Nesta fase, a carcaça já está sendo integralmente usinada no Brasil, enquanto o conjunto coroa e pinhão encontra-se em fase de nacionalização, com adequações de engenharia e melhorias de material e tratamento térmico para viabilizar a migração futura ao processo produtivo local.

A produção seriada do diferencial MD-160, que integra o eixo de mesmo nome, está programada para ocorrer ao longo do primeiro semestre de 2026, com fornecimento regular às montadoras conforme o cronograma de industrialização. A escala produtiva plena é estimada em 9.500 diferenciais por ano.

 

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