A Estratégia da RAM com o novo motor 2.2 Turbo Diesel na Linha Rampage
Mauro Cassane
TranspoData, Imagem
Essa é uma picape para um público mais exigente. Tem estilo e presença. Transportador tem predileção por carrões assim, com caçamba de carga para levar não mais que bagagens, jeitão de SUV de luxo e aquela pegada nervosa e esportiva.
A RAM entrega tudo isso com a Rampage, primeira picape da marca desenvolvida e produzida fora da América do Norte, especificamente no Polo Automotivo de Goiana (PE) desde junho de 2023. A versão atual atingiu um patamar de maturidade técnica com trem-de-força formado por um motor moderno 2.2 Multijet Turbodiesel e a transmissão automática de 9 velocidades da ZF.
Avaliamos o modelo intermediário batizado de “Rebel” com um pouco (só um pouco mesmo) menos de luxo que a versão Laramie. O novo motor da Stellantis faz a Rampage ganhar personalidade e presença por dois motivos claros: tem 200 cv de potência que é assaz suficiente para uma picape média pequena e força bruta de 46 kgfm (puxa até 1 tonelada numa boa).
Os acertos renderam bons fruto a RAM. A Rampage performa bem em vendas. Em 2024, com mais de 23 mil emplacamentos, ficou apenas atrás da Fiat Toro e da Chevrolet Montana em seu segmento competitivo. No ano passado ficou na quinta posição em vendas gerais de picapes.
Sentimos no pedal do acelerador que é uma picape, mesmo com dimensões generosas, ágil. A RAM informa que ela tem aceleração de 0 a 100 a km/h 9,9 segundos, um segundo a menos que sua versão anterior, com motorização 2.0. Nunca avaliamos isso. Nem faz sentido. Mas garanto que o desempenho é muito bom. É uma picape ágil na lida urbana.
Embora sempre avaliamos em condições on e off road, desta vez, como a Rebel tem muito cara muito urbana, ficamos mesmo na avaliação focada mais na cidade e na estrada. O consumo em estrada chegou a 16,8 km/l o que é muito impressionante para uma motorização 2.2 mantendo velocidade de cruzeiro e o conta-giros estável a 1.5 rpm. Já na cidade, no anda e para, o consumo foi de 13,7 km /l o que também é notável. Fizemos os testes sem nada de carga e com motorista e mais um passageiro.
Um ponto chama muito a atenção: silêncio a bordo: A engenharia acústica isolou com precisão o ruído característico do motor do ciclo diesel. Mesmo acelerando mais forte, a vibração e o ronco do motor são filtrados pela cabine, mantendo o padrão de conforto que define a marca.
Diferente das picapes sobre chassi (como Hilux e S10), a Rampage utiliza a plataforma Small Wide, o que permite uma dirigibilidade mais próxima à de um SUV de luxo. A direção elétrica é leve e desmultiplicada, facilitando o uso severo em centros urbanos. Na estrada, a transmissão automática de nove marchas opera de forma otimizada: a 110 km/h, o motor trabalha abaixo de 1.600 rpm, garantindo uma viagem silenciosa e econômica.


A versão Rebel 2.2 Diesel é posicionada estrategicamente por R$ 271.000 (sem opcionais). Analiticamente, ela se torna a versão que harmoniza o visual robusto da linha Rebel com a eficiência do novo motor, custando cerca de R$ 13 mil a menos que a versão Laramie (R$ 284 mil), que foca em acabamentos cromados e apelo ainda mais urbano.
Com capacidade de carga de 1 tonelada e volume de caçamba de 980 litros, a Rampage Rebel 2.2 prova que é possível unir a praticidade de uma picape de trabalho com o refinamento tecnológico esperado de um veículo premium.
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