Empresa consolidou investimento recorde de R$ 8,7 bilhões no ano passado
Redação TranspoData
Foto Motiva, Divulgação
A Motiva encerrou o exercício passado com lucro líquido de R$ 3,27 bilhões, alta de 162,6% em relação a 2024. De acordo com a empresa, o resultado é reflexo do desempenho operacional em rodovias, trilhos e aeroportos; dos ganhos de eficiência operacional; da simplificação e otimização do portfólio, com o fim da operação de barcas, no Rio de Janeiro, e da concessionária ViaOeste, em São Paulo; e da repactuação da concessão da BR-163, no Mato Grosso do Sul.
A receita líquida ajustada totalizou R$ 15,3 bilhões, crescimento de 5,2% em relação a 2024. O desempenho foi beneficiado pela movimentação nas três plataformas de negócio, reajustes tarifários em rodovias e pela expansão de 21,8% nas receitas complementares, reflexo da ampliação da área bruta locável em trilhos com a inauguração de novos espaços comerciais nas operações de São Paulo e Bahia.
Para o CEO Miguel Setas, os resultados de 2025 demonstram a consolidação do processo de transformação da Motiva, em curso desde 2023. “Com a ênfase da estratégia na criação de valor sustentável através de um crescimento mais focado e sinérgico, da aceleração da agenda de eficiência e da simplificação do portfólio, entregamos um aumento de dois dígitos no ebitda, acima do compromisso de um high single digit assumido no plano estratégico Ambição 2035”, afirmou. O ebitda ajustado alcançou R$ 9,5 bilhões, alta de 15% em relação ao ano anterior. Com isso, a margem subiu de 57% para 62,3%.
Crescimento operacional
Excluindo as novas concessões PRVias e Sorocabana (SP) e a encerrada ViaOeste (SP), a plataforma de rodovias teve alta de 2,4% na demanda no ano, para 981,9 milhões de veículos, impactada positivamente pelas concessões no estado de São Paulo, pela RioSP e pelas operações da ViaCosteira e a ViaSul, na Região Sul. Em aeroportos, o número de passageiros cresceu de 7%, para 42,5 milhões de clientes, com destaque para o avanço no tráfego do Aeroporto de Curaçao, de BH Airport (Confins-MG) e dos terminais dos Blocos Central e Sul, ambos no Brasil. Nas operações aeroportuárias brasileiras, a ampliação reflete o aumento na taxa de ocupação dos voos e a maior oferta de assentos pelas companhias aéreas.
Em trilhos, com a exclusão do negócio de barcas, houve aumento de 2,1% na movimentação de passageiros, com 754,8 milhões transportados. O resultado foi positivamente impactado pelo maior nível de ocupação nos escritórios nas regiões atendidas pela ViaQuatro (Linha 4 – Amarela) e ViaMobilidade – Linhas 8 e 9, em São Paulo, e pela contínua expansão da demanda de clientes após a inauguração do Terminal Intermodal Gentileza, no Rio de Janeiro, beneficiando o VLT Carioca.
Investimento recorde
Com a expansão recente do seu portfólio, a Motiva registrou em 2025 o maior investimento da sua história. Ao todo, aportou R$ 8,7 bilhões nas operações de rodovias, trilhos e aeroportos, alta de 17,5% na comparação com 2024.
Deste valor, R$ 6,5 bilhões foram aplicados em obras no segmento de rodovias, com destaque para a ampliação da capacidade de tráfego da Via Dutra na Região Metropolitana de São Paulo e de São José dos Campos, além dos avanços na obra da Serra das Araras, cuja execução ocorre em ritmo superior ao do cronograma contratual e tem previsão de entrega em 2027, com dois anos de antecedência. Na ViaSul, foram realizadas intervenções na pista e nas marginais, além de duplicações em trechos das BR-101, BR-290 e BR-386.
Em trilhos, a companhia investiu R$ 1,3 bilhão, com destaque para as obras realizadas pela ViaMobilidade nas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda (SP), como intervenções na rede de energia e subestações, revitalização da via permanente e das estações Domingos de Moraes e Jandira, além de melhorias no pátio em Presidente Altino. Em aeroportos, os aportes somaram R$ 780 milhões, com a conclusão do ciclo de obras da Fase 1B de modernização dos terminais operados pela Motiva.
Para 2026, a expectativa é investir R$ 8,3 bilhões, já sem contabilizar a plataforma de aeroportos, vendida no quarto trimestre do ano passado, sendo R$ 7,2 bilhões em rodovias. A Motiva projeta investimento de R$ 941 milhões na Linha 4 – Amarela, com o avanço das obras de expansão do sistema, incluindo a construção de duas novas estações de metrô.






