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Engenheiro avalia possíveis causas na ruptura da estrutura do viaduto da Marginal Pinheiros

03/12/2018 11h29 Atualizado em 03/12/2018 11h37
 

Por Redação Transpodata

redacao@transpodata.com.br

Uma das possíveis causas do que ocorreu com o viaduto da pista expressa da Marginal Pinheiros, a 500 metros da Ponte do Jaguaré, que cedeu no dia quinze de novembro, pode estar relacionada, também, a problemas de infiltração de água pela junta de dilatação do pavimento do viaduto, que estava deteriorado, possibilitando a degradação do concreto e armaduras, avalia André Figueiró engenheiro e gerente de remodelação, pisos e cobertura da Sika - empresa especializada em produtos químicos, vedação, amortecimento, reforço e proteção no setor de construção civil e na indústria com subsidiárias em 101 países. 

Segundo o engenheiro, há muitos outros viadutos e pontes em estados semelhantes ao da Marginal Pinheiros ou, até mesmo, em pior estado, onde a qualquer momento podem acontecer acidentes desta natureza ou de maior gravidade.

Monitoramentos de viadutos e pontes são recorrentes, porém, é importante ressaltar que a execução de qualquer intervenção ocasiona muitos desafios, inclusive de ordem política, por agravar todo o trânsito, gerar reclamações por parte da sociedade e uma cobrança maior a gestão pública. “Por esse motivo muitas obras de recuperação estrutural não ocorrem e continuam prejudicando e até ferindo as pessoas”, alerta André.

Ainda segundo o engenheiro, o escoramento do viaduto e o controle tecnológico de estabilidade que está sendo monitorado são medidas adequadas para garantir a segurança e evitar riscos de desabamentos. 

Todo o processo, que está sendo realizado por uma equipe técnica, consiste em analisar o solo para criar uma base sólida de fundação onde receberá macacos hidráulicos que possam desempenhar a alavancagem do viaduto ao nível original. 

“O pilar de apoio que rompeu deverá ser substituído por uma nova estrutura de concreto armado de alto desempenho e um novo aparelho de apoio. Em termos de tecnologia, o concreto poderá utilizar aditivos especiais, inibidores de corrosão e como acabamento pintura de alta espessura formar uma barreira protetora contra o ingresso de água e outros agentes agressores.  No entanto, o mais importante será o selante na junta de dilatação do pavimento que deverá exercer a função de resistir contra abrasão das rodas dos automóveis, a movimentação contínua do viaduto, chamado de alto módulo de alongamento, para apresentar uma vida útil prolongada.

A empresa Sika possui experiência internacional referente a soluções para pontes, tanto para construção como para reparos, como a Ponte da Baía de Sydney, que liga o centro financeiro com a costa norte, a ponte Krousovitis, na Grécia, a Ponte de Quinton em Nova Jersey, a ponte Arousa, na Espanha, além da Rodovia dos Imigrantes em São Paulo. 

 

 
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