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Greve afeta produção de veículos no País

06/06/2018 12h16 Atualizado em 06/06/2018 13h36
 

A produção de veículos cresceu 12,1% de janeiro a maio deste ano, chegando a 1,178 milhão de unidades. No mês passado, foram fabricados 212,3 mil veículos, o que representou queda de 15,3% em relação a maio de 2017. Isso muito pela paralisação dos caminhoneiros que parou a produção das montadoras instaladas aqui. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (6), pela a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Em caminhões, a produção alcançou 7,4 mil veículos no mês passado ante 7,5 mil em maio de 2017, queda de 2%. No acumulado, a montagem continua acelerada com alta de 40%, chegando a 40,95 mil caminhões. Segundo o presidente da Anfavea, Antonio Megale, a parada de produção por causa da falta de componentes em razão da greve dos caminhoneiros.

“Muitas montadoras tiveram que se adequar a falta de componentes e isso causou parada de produção. Acreditamos que deixamos de fabricar de 70 mil a 80 mil veículos nesse período. Acreditamos que esse impacto deverá se estender para junho, mas as empresas estão trabalhando para recuperar esses volumes”.

O vice-presidente da Anfavea e diretor de relações institucionais da Mercedes-Benz do Brasil, Luiz Carlos de Moraes, ressaltou que a produção foi retomada em grande parte das empresas instaladas aqui. “Estamos nos esforçando para produzir no ritmo anterior a greve e devemos recuperar ao longo do segundo semestre deste ano”, disse Moraes.

Em licenciamentos, segundo Megale, o impacto por causa da paralisação dos caminhoneiros foi em torno de 25 mil veículos, sendo 500 caminhões que deixaram de ser emplacados no mês passado. Em maio, foram vendidas 201,9 mil unidades ante 195,6 mil do mesmo mês de 2017, alta de 3,2%. No acumulado, foram comercializados 964,77 mil veículos, o que representou um crescimento de 17%.

“Essa greve interrompeu uma sequência de crescimento deste ano. Se compararmos com abril, maio caiu 7,1%. Poderíamos chegar a 227 mil emplacamentos sem essa paralisação. Em caminhões, o movimento é semelhante, perdemos 500 licenciamentos no período”, disse Megale.

No acumulado, as vendas de caminhões cresceram 52,7%, chegando a 26,32 mil unidades. “É um volume substancial, mas ainda bem inferior à média dos últimos dez anos, que foi de 45 mil caminhões. Acreditamos que vamos manter a nossa previsão de crescimento de 20% para este ano”, disse o Megale.

A produção de ônibus também apresentou queda em maio no comparativo com o mesmo mês de 2017, de 14,4%. Foram produzidas 1,82 mil unidades ante 2,13 mil em maio de 2017. No acumulado, foram montados 11,98 mil ônibus, alta de 55%.

Em licenciamentos, de janeiro a maio foram vendidos 4,66 mil ônibus ante 3,64 mil de volume apresentado no mesmo período do ano passado, o que resultou em uma alta de 28%. Em maio, foram comercializadas 980 unidades, uma queda de 8,2%.  

 
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