Não podemos perder mais esta década

 

Observar um país como o Brasil com a economia capengando há quase dois anos é um assombro. E fica ainda mais assombroso quando lançamos olhos para fora de nossas fronteiras e podemos avistar nossos vizinhos, com a óbvia exceção de países esfacelados por caudilhos, prosperarem no bojo de um especial bom momento pelo qual passa a economia mundial. Problemas pontuais sempre haverá neste nosso planeta, afinal lidamos com humanos, mas de maneira geral, as coisas estão bem melhores nesta década do que na década passada.

E, como todos os demais países em franco processo de desenvolvimento, também o Brasil vinha bem no começo desta década mas aproveitou apenas os três primeiros anos. Enquanto os demais continuam acelerando, nossos dirigentes fracassaram vergonhosa e irresponsavelmente nas conduções política e econômica.

Numa comparação simples com uma corrida de automóveis, seria como, numa grande reta, momento em que os pilotos aceleram fundo, nosso piloto, para fazer alguma graça, por excesso de confiança ao se ver no pelotão da frente, e por exibicionismo, tirasse as mãos do volante e ficasse acenando para a torcida. Na primeira curva leve, foi parar na brita e teve seu ótimo carro totalmente danificado. Agora foi preciso trocar motorista e é urgente consertar o carro. Era, com certeza, um ótimo carro mas com um estúpido motorista.

Esta é a lastimável situação atual do Brasil. Ficamos para trás por irresponsabilidade. O mundo vai bem e o Brasil vai mal quando tinha tudo a seu favor para ir bem. Empresários e trabalhadores precisam urgente da volta da confiança política para ao menos sentirem um clima mais favorável para a retomada. Que os maus políticos sejam exemplarmente punidos e que os bons se sobressaiam, mas que isso aconteça da maneira mais célere possível. Não podemos perder mais esta onda de expansão econômica mundial.

 

 
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