Interpretação dos números

 

Por Redação Transpodata

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Os dados da pesquisa do Top of Mind do Transporte foram apurados pela Ipsos, a terceira maior empresa de pesquisa e inteligência de mercado do mundo. Por trás das escolhas dos cerca de 2,5 mil caminhoneiros votantes, estão escondidas “pistas” que podem levar uma marca a ser a número 1 na preferência do público.

O 1º Prêmio Top of Mind do Transporte traz uma importante ferramenta para todas as empresas atuantes no transporte rodoviário de cargas. Por meio dos votos de aproximadamente 2,5 mil caminhoneiros espalhados pelo País, os resultados apurados pela Ipsos podem ser aprofundados por meio de um estudo especializado da empresa, que atua desde 1975 na prestação de serviços de pesquisa e inteligência de mercado. E qual o objetivo de uma análise mais profunda? Mostrar os caminhos para que uma marca seja mais bem sucedida e preferida pelo público.

“A pesquisa Top of Mind realizada é uma oportunidade fantástica para que o mercado comece a conhecer melhor o motorista e suas avaliações. Neste caso específico, estamos falando de um estudo de preferência declarada, e percebemos diferenças importantes entre as categorias”, comenta Fernando Deotti, 46 anos, diretor de Projetos Automotivos da Ipsos.

“Por exemplo, em alguns casos apenas três marcas respondem por mais de 70% da preferência. Em outros, mais de 50% não souberam indicar uma marca preferida. Nosso estudo poderá descrever e compreender melhor esta situação em cada categoria. Por que uma marca reconhecida no mercado, muitas vezes líder de vendas, não conquista a preferência do consumidor? Quais são as diferenças regionais ou por perfil de motorista? São exemplos de perguntas que buscaremos responder”, acrescenta Deotti.

Conhecimento = Crescimento

Diversos detalhes dos resultados do Top of Mind do Transporte podem ser mais aprofundados de maneira estratégica. Para a realização dos estudos, a Ipsos conta com profissionais de diversas especialidades, como estatísticos, sociólogos, antropólogos, economistas e publicitários. A união de todas essas especialidades leva a dados que podem levar uma empresa a ser muito bem sucedida comercialmente.

“Uma primeira informação básica que temos com a pesquisa é o índice de concentração, definido pela soma do percentual das três marcas mais citadas. E Temos situações bastante diferentes por categoria. Posso citar, como exemplo, as marcas de caminhão, onde apenas três somam 76% das preferências. É uma concentração muito grande, e mostra como as outras marcas precisam trabalhar para conquistar espaço. Em comparação, marca de câmbio soma apenas 38%, indicando que nenhuma das empresas tem uma preferência fortemente conquistada nesta categoria”, explica Fernando Deotti.

De acordo com o diretor de Projetos Automotivos, um indicador importante é o “White Space”. “São os ‘buracos’ na preferência. Quanto maior o índice, maior a oportunidade para se conquistar a preferência do consumidor. Por exemplo: na categoria de câmbio não há um preferido – 49% dos caminhoneiros não indicaram uma marca preferida. Analisando os dados, podemos responder com maior profundidade perguntas como: Quem tem melhores condições de ser o preferido? Qual seria a melhor estratégia para se alcançar essa meta?”, expõe Deotti.

O diretor da Ipsos ressalta que toda pesquisa de mercado traz a voz do consumidor, e evidencia aspectos que muitas vezes não são tão óbvios para quem está dentro de uma empresa, envolvido com seus produtos e serviços, além da divulgação da marca.

“A pesquisa ‘Top of Mind do Transporte’ premia o trabalho dos profissionais que dedicaram tempo árduo, muitas vezes por gerações, e sempre pautados pelo atendimento das necessidades do consumidor. A preferência é consequência deste trabalho. Mas é também reflexo de um momento”, analisa Deotti. “Temos a expectativa de que muitas ações serão executadas ao longo de 2016 para que possamos mostrar um quadro diferente na próxima premiação. Temos a esperança de impulsionar os players destas 15 categorias para que possam travar uma briga mais intensa na conquista da preferência. E quem ganha, no final, é o consumidor”, finaliza o diretor da Ipsos.

 
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