Carga aérea segue voando

 

Mesmo com a retração na economia, que este ano deverá apresentar um PIB (Produto Interno Bruto) negativo em 1,2%, a TAM Cargo, braço de logística do Grupo LATAM no Brasil, está investindo R$ 94 milhões até 2016 na ampliação da capacidade em terminais. Segundo o presidente da empresa, Luis Quintiliano, os aportes vão ajudar a companhia a melhorar a eficiência no manuseio das cargas onde a TAM Cargo opera. “Se pensássemos no momento atual, não haveria investimentos. Mas, com essa ampliação poderemos nos diferenciar dos concorrentes no médio prazo”, disse o executivo. “Acreditamos muito no transporte aéreo de carga no Brasil, há um potencial grande.” Segundo a IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo), o transporte aéreo de carga deve crescer 4,1% no mundo ao ano entre 2014 e 2018. Na América Latina, esse aumento deverá ser 3,8% nos próximos três anos.

“Nossas estimativas são otimistas porque já registramos resultados positivos em 2014 com a nossa estratégia de aumentarmos o transporte de produtos de maior valor, com bom retorno financeiro”, ressalta Quintiliano. “O crescimento de 5% está em linha com os investimentos que estamos fazendo e deve ampliar a liderança da TAM Cargo no mercado nacional, cuja participação é de aproximadamente 60%”.

A companhia prevê um aumento de 5% na receita deste ano, mesmo diante de um cenário de ajuste fiscal e retração da economia do País. Para isso, vai aprofundar a estratégia de incrementar o transporte de produtos com alto valor agregado, o que possibilitou à unidade de carga da TAM registrar um crescimento de 3,7% em 2014, mesmo com o esfriamento do mercado brasileiro.

 
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