Azul e Avianca disputam a TAP

 

Por Ana Paula Machado

ana.machado@transpodata.com.br

Três anos depois da última tentativa de privatização, a companhia aérea portuguesa TAP está novamente na banca de compras. O governo português tem até o final deste mês para anunciar quem realmente vai levar a maior empresa aérea europeia em operação no Brasil. Dois empresários com ligações com o País estão na disputa, o fundador da Azul, David Neleeman, e o dono da Avianca, German Eovich, este último, aliás, em 2012 chegou bem perto de levar a TAP, mas as autoridades portuguesas não aceitaram as garantias que o empresário havia dado pra o investimento e o processo foi abortado. Agora, há três propostas firmes e parece que já não há mais como fugir da privatização da TAP.

Segundo a companhia, nesta primeira fase da privatização, serão vendidos 61% da empresa, com 5% reservados a possível entrada dos trabalhadores no processo de privatização. “É inquestionável que todas as propostas valorizam especialmente o posicionamento destacado da TAP no Brasil, onde é a maior empresa aérea internacional em operação” disse em comunicado a empresa. Por aqui, a companhia atende a mais de 10 cidades e sua operação no País tem gerado ganhos maiores do que as receitas oriundas de outros mercados. No ano passado a TAP apresentou um faturamento de cerca de € 2,5 bilhões de euros, sendo a maior parte com brasileiros.

Além de Neleeman e Eovich, o português Miguel Pais do Amaral também está no páreo. A oferta do empresário leva em conta o poderio financeiro. De acordo com o jornal lusitano O Público, a proposta prevê a entrada imediata de € 325 milhões para capitalizar a companhia. Já a proposta de Eovich prevê o pagamento de € 35 milhões, 12 novos aviões avaliados em €100 milhões e um aporte de mais €250 milhões ao longo de dois anos. A oferta da Azul não foi revelada. Ao final de junho a decisão será tomada pelo governo português.

 
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