Abaixo a política!

 

Os políticos normalmente já não são bem vistos no Brasil. E é quase justo se dizer que esta situação, hoje, está pior que nunca. São tantos os escândalos que estamos vivenciando nos últimos tempos que temos a sensação – para não dizer certeza – que a maioria deles está sempre advogando em causa própria e não com o objetivo de resolver os urgentes problemas que estamos atravessando no nosso País.

E assim, as perguntas vão ficando pelo caminho meio que sem respostas. Com o mundo visivelmente indo bem, exceto por algumas insanidades terroristas, como se explica esta assombrosa retração econômica que estamos vivendo no Brasil? E esta crise no mercado automobilístico e, em particular nesse nosso segmento de caminhões e ônibus, o que aconteceu para estarmos convivendo com quedas de venda de quase 50% neste ano? E o desemprego que não para de subir, o que temos que fazer para voltarmos a criar vagas para os nossos jovens? Não há outra justificativa para esta situação que estamos vivendo que não seja a de que a crise política está contaminando perigosamente a economia brasileira. Infelizmente temos um governo que não consegue se articular e negociar pactos que resultem em soluções que nos conduzam ao caminho, senão de um possível crescimento, ao menos de uma maior estabilidade econômica.

E o quadro é mesmo assustador. Se de um lado temos este governo que não consegue se articular, do outro temos políticos que, de forma quase que irresponsável, também vão paralisando as ações propostas para atender aos seus anseios pessoais ou de seus partidos. E no meio deles, quase que como um joguete, uma classe empresarial vai vivendo refém deste jogo e aguardando soluções meio que mágicas para seus problemas.

Este é outro problema sério. Por medo de empreender ou, ainda, por estarem mal acostumados destas soluções meio que mágicas para a economia, os empresários se retraem em uma suicida imobilidade.

Senhores, estamos carentes mesmo de uma profunda reforma política. Mas também termos consciência de que precisamos de uma reengenharia na postura dos empresários brasileiros. O Brasil evoluiu muito ao se declarar um estado laico. Mas precisamos evoluir um pouco mais e aprendermos que precisamos desvincular completamente o processo econômico do processo político.

O grande problema é que isto precisa ser feito com urgência, pois a economia de um país necessita estar alinhada com o mundo e deixar de ser submetida aos destemperos da vontade e do bom humor de poucos. 

 
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