Adeus ano velho! Dá para acabar já?

 

Por Rinaldo Machado

rinaldo@transpodata.com.br

Perguntado recentemente sobre a crise econômica e as perspectivas para 2016 respondi: o Tsunami passou! Agora é ver quem sobreviveu, contar os prejuízos e arrumar tudo que sobrou.

Se é que podemos dizer que a crise traz alguma coisa boa, para nós, empresários, desta vez, esta crise nos deixou preciosas lições.

O Brasil ainda é imaturo demais, pois permite que uma crise política se transforme num Tsunami econômico, deixando o consumidor aterrorizado e sobrando, portanto, para o empresariado, todo o ônus da retração e da recessão. Os políticos, escolhidos para, no mínimo, fazer uma gestão coerente e sensata do País, além de não nos entregar os serviços para os quais foram contratados por meio do voto, ainda nos prestaram o desserviço de nos atrapalhar a vida escandalosamente.

A classe empresarial não precisa de ajuda do governo, precisa, tão somente, de uma condução correta, sensata, honesta e previsível do governo! As trapalhadas políticas feriram gravemente a economia do País. Nossa única esperança é que esta classe política, de esquerda, direita ou centro, tenha aprendido alguma coisa com toda esta fanfarronice irresponsável. Possivelmente política vai ser encarada de maneira mais séria daqui pra frente.

Os próximos dois anos serão perdidos para se arrumar os estragos causados por esta crise política e econômica, tempo que poderia ser usado em direção ao crescimento e desenvolvimento. Nada mais será como antes: nem a confiança do consumidor, nem dos empresários e nem de investidores internacionais, obrigando-nos a desaprender tudo àquilo que acreditávamos ser possível e reaprender novos modelos de negócios que surgirão, seja para enfrentar os estragos da crise, seja pelo novo perfil econômico que se desenha.

Assim, caríssimo leitor, se você, como eu, pensou em deixar o País, mudar de ramo de negócios ou simplesmente desistir, saiba que, como em todas as catástrofes que ocorrem mundo afora, ressurgiremos mais fortes, mais criativos e versáteis, para enfrentarmos e reconstruirmos tudo novamente. Eu me recuso a desistir. Acredito no profissionalismo e seriedade do setor de transporte e logística. Sempre haverá muitas oportunidades em nosso País e, em particular, em nossos negócios.

Aos que sobreviveram eu os convido: Vamos em frente?

 
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