Como será o amanhã? Responda quem puder

 

Por Rinaldo Machado

rinaldo@transpodata.com.br

O ano de 2017 foi um daqueles anos que vão entrar para a história. Desde a incerteza se sairíamos ou não da maior crise política e econômica do País até a esperança renovada observada na mais badalada Fenatran de todos os tempos. Montadoras e sistemistas exibiram sofisticadas tecnologias do futuro, muitas delas disponíveis já no presente.

Agora a infraestrutura é que está em déficit com esse futuro que já chegou, e a pergunta que fica é amanhã? Como será? A realidade do Brasil mostra um cenário completamente diferente da modernidade que se anuncia (grande parte de nossas estradas são ruins, e a idade média da frota de caminhões é perigosamente elevada).

Como imaginar veículos autônomos, elétricos e conectados circulando por estradas em situações tão degradantes (exceção feita ao Estado de São Paulo e a algumas poucas estradas privatizadas no Sul), com sérios problemas de grandes regiões sem cobertura de internet e, para piorar, em um País com tanto potencial energético mas com frequentes crises no abastecimento de energia elétrica? Considerando nossa realidade e a acelerada evolução das tecnologias de mobilidade, fica evidente que já estamos diante de um gigantesco desafio para a próxima década: preparar a infraestrutura do Brasil para toda essa tecnologia que está em frenética evolução no mundo civilizado. É, sem dúvida, um desafio que envolve toda a sociedade, lideranças governamentais, fabricantes de veículos e sistemas. E o tempo é curto. Ou começamos já ou seremos condenados a sempre vermos o futuro como algo distante e só viável em países do Primeiro Mundo.

 
LEIA TAMBÉM