2017, um ano decisivo

 

Que as boas vibrações sentidas durante a Fenatran perdurem neste próximo ano e se tornem, muitas delas, realidade. Ao final da mais importante feira de transporte da América Latina, todos os expositores, quase uníssonos, tiveram a mesma sensação: o mercado começou a reagir. Montadoras e implementadores anunciaram bons negócios encaminhados, muitos deles praticamente certos. Mas cheques assinados mesmo, com produto faturado, certamente virão no primeiro trimestre de 2018.

É neste trimestre que vamos ter a grande prova para sabermos se a reação é ou não de verdade. O primeiro trimestre de 2017 foi desastroso. Contudo, pelos ânimos que observamos no fi m deste ano, há boas perspectivas para um início de 2018 mais alvissareiro. O mercado, estrangulado por uma crise sem precedentes, dá evidentes sinais de que agora, mais do que nunca, a demanda realmente está sufocada, pedindo para algo de bom acontecer para que ela possa vir quase como estouro de represa.

Afinal de contas, todos aqueles caminhões comprados entre 2012 e 2013 completaram entre quatro e cinco anos de uso. E certamente, no caso de frotistas grandes, foram os veículos mais usados pela lógica de demandarem menos manutenção. Sem contar que, mesmo no ritmo elevado das vendas pré-crise, com média de 120 mil caminhões por ano, ainda assim esse número já se mostrava insuficiente para uma ampla renovação da frota nacional de caminhões, cuja idade média, considerando apenas as transportadoras bem estruturadas, bate fácil os 15 anos.

Com o debacle das vendas, o mercado certamente não volta tão cedo para esse nível de emplacamentos acima de 100 mil unidades. Especialistas estimam que, correndo tudo bem, por volta de 2021, daqui a quatro anos, o mercado volte à média de 100 mil unidades por ano. É possível que estejam enganados, como já se enganaram muitas vezes antes; contudo, de qualquer forma, aquela tão esperada renovação da frota, de qualquer jeito, vai ter que esperar, no mínimo, mais duas décadas.

 
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