De olho nos semipesados e leves

 

Nesta Fenatran, a Iveco vai aproveitar o estande para celebrar seu aniversário de 20 anos de Brasil. A marca chegou aqui em 1997 e inaugurou sua fábrica, em Sete Lagoas (MG), no ano 2000. A empresa segue com trajetória ascendente: abriu um centro de desenvolvimento do produto, promoveu um grande crescimento da rede e, em 2012, chegou perto de 10% de participação no mercado. Com a crise, os italianos sentiram mais o tombo e baixaram o share para menos de 5%, mas agora dão sinais que estão prontos para uma nova onda de crescimento.

Nestas duas décadas, a Iveco lançou uma gama completa de veículos, dos leves, de 3,5 toneladas, até os pesadões, acima de 45 toneladas. O projeto que não deu muito certo foi o caminhão Vertis, um médio que nasceu já parecendo um “patinho feio”. Mas, de acordo com Ricardo Barion, diretor de marketing da empresa, em breve a marca trará um veículo “de alto padrão e à altura do nível de exigência do frotista brasileiro”. Nesta Fenatran? “Ainda não, vamos por partes; neste evento vamos mostrar o estado da arte em caminhão semipesado automatizado, o Tector Auto-Shift, lançado em agosto.”

Simplicidade em nome de uma condução mais eficiente.

A Iveco foi a última entre suas concorrentes a automatizar o caminhão semipesado. Com uma participação que oscila nos 6% no mercado de semipesados, a Iveco está confiante de que pode mudar esse quadro com a modernização de seu caminhão Tector, veículo que compete nesse segmento. Ele vem com motor N67 de 300 cv recalibrado para se adequar à nova caixa automatizada Eaton de dez velocidades.

De acordo com a Iveco, a nova configuração do motor FPT permite que as trocas de marchas sejam 60% mais rápidas que a versão com câmbio manual. Essa agilidade, sincronizada, além de melhorar o desempenho diminui a média de consumo.

Marco Borba, vice-presidente da Iveco para a América Latina, diz que o novo modelo custa cerca de R$ 15 mil a mais que o modelo com transmissão manual. “Será acrescido basicamente o valor da caixa automatizada.” Borba estima que neste ano o mercado de caminhões será semelhante ao do ano passado, mas não descarta que possa haver um crescimento de 15%.

Marco Borba, vice-presidente da Iveco para a América Latina.

Com vista nesse crescimento é que Ricardo Barion, diretor de marketing da empresa, espera fazer o Tector Auto-Shift ganhar mais mercado e melhorar a participação da Iveco nesse segmento, que representa 27% das vendas totais de caminhões. “Até agora só competíamos com um veículo com caixa mecânica em um segmento em que 50% das vendas já são de veículos automatizados”, diz Barion.

Segundo ele, a Iveco estava competindo apenas na metade do segmento. “Agora, temos um automatizado para brigar na outra fatia de 50%.” O diretor espera fechar este ano com uma participação já maior e, no ano que vem, chegar a dois dígitos. “Temos condições e produto para chegarmos a mais de 15% de participação nos semipesados no curto prazo.”

O Tector Auto-Shift chega em três versões: 170E30 4X2, 240E30 6X2 e 310E30 8X2, todas com 300 cv de potência. Além do ajuste no motor e da caixa automatizada, o caminhão ganhou alguns novos atributos tecnológicos que facilitam a condução e melhoram sua performance.

De acordo com Barion, na Fenatran a Iveco terá oportunidade para mostrar um novo momento da empresa, com novidades em seu portfólio. “Os visitantes poderão ver de perto o que estamos preparando para incrementar nossa linha de produtos”, afirma.

Além do Tector Auto-Shift, a empresa vai mostrar em seu estande três novos modelos da mesma família de semipesados, que vão de 8 a 13 toneladas, a Daily City de três toneladas (um novo nicho, ainda mais leve) e versões especiais para a Daily e para o Stralis Hi-Way, em celebração aos 20 anos da Iveco no Brasil (de acordo com a fábrica, serão apenas 20unidades de cada uma).

 
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