Inovação como estratégia para a competitividade

 

Na última década, a indústria brasileira passou por períodos de crescimento, retração, reviravolta, recorde e queda de vendas, abertura de fábricas, demissões, paradas, ociosidade, recessão, insegurança, estabilidade e, em breve, de uma nova retomada. Foram anos de altos e baixos, que exigiram das empresas planejamento, adaptação e estratégias de sobrevivência – principalmente desde 2015, devido ao agravamento do cenário político e econômico. O que não foi uma experiência simples, mas, sem dúvida, de muito aprendizado.

Em momentos desafiadores como os que vivemos, a saída foi nos reinventarmos. Diante das adversidades o foco em inovação, que consequentemente resulta em competitividade, precisa ser ainda maior. Assim, para que as indústrias continuassem a atuar no mercado foi preciso inovar. Na CNH Industrial estudamos o cenário, entendemos as necessidades, identificamos as tendências, pautamos todas as áreas a trabalharem sob o conceito de inovação e assumimos riscos a fim de nos prepararmos para a retomada. Esses esforços garantiram bons resultados e permitiram que melhorássemos o relacionamento com clientes, parceiros e fornecedores.

Ao longo desses dez anos, para as empresas com mais tempo no mercado, foi preciso reforçar a tradição de pioneirismo e de inovação e esses compromissos tomaram forma e se destacaram. Tecnologias de ponta estão saindo dos Centros de Pesquisa e Desenvolvimento, como produtos e serviços para facilitar a mobilidade urbana, simplificar a logística e tornar os veículos mais acessíveis e sustentáveis.

Hoje já são testados caminhões autônomos, visando um novo formato de transporte mais seguro e eficiente. Veículos com motor movido a Gás Natural Veicular (GNV), Biometano ou Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), com consumo de combustível reduzido, já são uma realidade. Além disso, vans e micro-ônibus acessíveis estão no mercado oferecendo soluções de mobilidade inclusivas, usando o que há de mais tecnológico em nome do conforto e da ergonomia.

Um ponto importante é apoiar a inovação ligada à engenharia para o aprimoramento da gestão industrial, sempre de olho na eficiência, nos custos e nas responsabilidades que vão de uma ponta a outra, ou seja, em toda a cadeia de valor, com engajamento dos funcionários, fornecedores e concessionários. Outra boa opção é acompanhar o mercado externo, ampliar a oferta de produtos para exportação e driblar o mercado local.

A ideia é sempre procurar alternativas e encarar todo esse panorama como oportunidade. É preciso continuar investindo e trabalhando fortemente hoje, para ganhar lá na frente. Para isso, deve-se concentrar esforços também em gestão, localização, sinergia de compras, ampliação do portfólio de produtos, otimização dos seus fluxos logísticos, qualidade, treinamentos, melhorias nos processos de manufatura e pesquisa e desenvolvimento. O cenário atual não é dos mais fáceis, mas acreditamos na força do país.

O Brasil é um país de múltiplas possibilidades e já temos projeções positivas para este ano. Fatores como as quedas da inflação e da taxa básica de juros, a Selic, apontam para a retomada da economia, com perspectiva de PIB positivo para o encerramento deste ano. Essas e outras medidas vão estimular o consumo interno, gerando novos recursos e um cenário de estabilidade para investimentos. Tudo indica que os volumes de vendas vão crescer ao longo do ano. Esperamos que esse movimento traga novas oportunidades para a indústria e faça com que as empresas utilizem, na sua totalidade, a ampla e moderna estrutura instalada. Para assim, a “roda voltar a girar com força” e juntos: governo, empresas e sociedade, impulsionarmos o desenvolvimento do país.

 
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