Aprender com o passado e mirar no futuro

 

A DAF Caminhões desembarcou no Brasil em 2011, com a meta de construir uma fábrica, desenvolver fornecedores, rede de concessionárias e se consolidar no Brasil. Foram anos de estudo do mercado, da melhor localização para a nossa fábrica e dos desafios de um país de proporções continentais. Fizemos um aporte de mais de R$ 1 bilhão para a realização deste sonho, com recursos próprios, e criamos a primeira subsidiária da DAF fora da Europa.

Visitamos o Brasil inteiro e estudamos vários locais antes de nos decidirmos por Ponta Grossa. A cidade foi escolhida por oferecer a melhor relação entre custos de operação, disponibilidade de mãode-obra qualificada, proximidade dos fornecedores de componentes para a linha de montagem, além da proximidade com o Porto de Paranaguá e das excelentes universidades e colégios técnicos da região como a Universidade Estadual de Ponta Grossa e a Universidade Federal de Tecnologia o Paraná. O bom ambiente para negócios no Estado e as condições favoráveis de infraestrutura local também foram essenciais para nossa instalação no Paraná.

Certamente que àquela época o desempenho das vendas de caminhões alcançava o patamar de 200 mil unidades e apontava para volumes recordes consecutivos. O momento do mercado brasileiro à época era um grande facilitador para atingirmos rapidamente nossas metas e o break even point no Brasil. No entanto, a realidade se mostrou diferente, com intensa queda do volume de vendas de caminhões, ultrapassando os 60% no segmento de pesados, no qual atuamos.

No entanto, fazer uma radiografia de um período tão curto é contradizer os mais de 110 anos de história do Grupo PACCAR, detentor da marca DAF, e que há 78 anos consecutivos registra lucro. Nos consolidarmos no Brasil como um dos principais players de caminhões, frente a marcas tão tradicionais no país, é parte de uma estratégia de longo prazo, fundamentada em pilares de qualidade de produto, serviço de pósvenda de ponta e alta rentabilidade para o nosso cliente. Construir uma excelente reputação da nossa marca para o exigente cliente brasileiro é um trabalho intenso e constante.

Nestes anos de trabalho no Brasil já conseguimos alcançar parte desta meta, construindo caminhões totalmente adequados à necessidade dos clientes brasileiros. Nossa rede é sólida, oferece serviços de alta qualidade e vem evoluindo para alcançarmos cada vez mais mercados. Nossos caminhões também oferecem economia de combustível e baixa manutenção, contribuindo para a rentabilidade dos nossos clientes. Junto com isso estamos investindo em novos produtos, ampliando nosso portfolio e, consequentemente, conseguirmos ampliar nosso market share.

Os anos de trabalho no Brasil também nos trouxeram grande aprendizado, não só sobre os clientes da região e da cultura local, mas sobre a instabilidade política e econômica, reflexo desta democracia jovem, mas com grande potencial de ser um dos países mais relevantes no mundo. Empreender no Brasil, ao mesmo tempo em que é aprender a lidar com as questões tributárias e legais bastante complexas, é também aprender a ser ágil e responder às adversidades com soluções de “dentro de casa”, que garantam uma base sólida para o futuro.

Aceleramos, por exemplo, com a criação do Banco PACCAR, já em aprovação pelo Banco Central. O mesmo com a linha de motores PACCAR MX nacional, que opera desde 2015 na unidade de Ponta Grossa. Mesmo soluções em resposta às situações que enfrentamos no Brasil, são legados que deixamos em longo prazo para as nossas operações na região.

Isso porque acreditamos na retomada da economia do país. Há um enorme potencial de crescimento no Brasil, e esperamos uma reação neste segundo semestre, que deve perdurar se não houver mais nenhum revés político inesperado. Temos no próximo ano uma das mais importantes eleições presidenciais, e esperamos também um governo que coloque o país na rota do seu merecido desenvolvimento.

Em resumo, o Brasil é um país desafiador, mas que esperamos que seja uma das mais fortes subsidiárias da PACCAR no mundo. E estamos fazendo nossa parte.

 
LEIA TAMBÉM