Sinais de melhoria

 

Em ano de Fenatran (que vai acontecer nos dias 16 a 20 de outubro em São Paulo), mas com uma economia e mercado em uma prolongada recessão, o segmento de veículos comerciais teve dois eventos extremamente importantes – e estratégicos – neste primeiro semestre: a Agrishow, a principal feira do agrobusiness da América Latina, e a Automec, feira internacional de autopeças que também se destaca por sua abrangência continental. Em ambos foi possível notar evidentes sinais de que este ano o mercado vai, finalmente, reagir.

Automec

Em sua 13ª edição, a Feira Internacional de Autopeças, Equipamentos e Serviços recebeu mais de 74.000 visitantes em cinco dias (23 a 27 de abril). Em termos de negócios gerados, a organização não divulgou nenhum valor ou projeção, mas nomes de peso das áreas de fornecimento e reposição automotivos estiveram presentes lançando novos produtos e serviços.


Sistemistas que fornecem a veículos comerciais leves e pesados marcaram presença com lançamentos e novidades.

A ZF Aftermarket – divisão de negócios do Grupo ZF voltada ao mercado de reposição – expôs os lançamentos de suas marcas ZF, Sachs, Lemförder e TRW. E um dos destaques no nicho para a linha pesada foi a barra de direção e reação da marca Lemförder, dedicado à família de ônibus Scania Série 4. Como diferenciais, o portfólio Lemförder dispensa manutenção, têm peso reduzido, design compacto e vida útil longa.

Porém, o que chamou a atenção do segmento de transporte no estande da ZF foi o Openmatics, a plataforma telemática aberta que gerencia frotas (veja mais detalhes na Edição 62 de Transpodata).


Portfólio de produtos apresentados pela ZF Aftermarket, que detém as marcas ZF, Sachs, Lemförder e TRW.

Rubens Campos, vice-presidente sênior de Aftermarket Automotivo da Schaeffler veio à Automec 2017 para apresentar alguns dos produtos que são destaque da companhia para o Brasil e América do Sul. Detentora das marcas LuK, INA, FAG e Ruville, a empresa destacou, por exemplo, o FAG SmartSET, solução de reparo para rolamentos de roda em ônibus, caminhões e reboques. “O crescimento de aftermarket da companhia no Brasil tem sido de 10% a 20% nos últimos dois anos, com grande representatividade dos produtos para veículos leves”, revela Campos. Complementando as vendas no País, a empresa oferece treinamentos a 10 mil mecânicos por ano.

Luis Marques, gerente-sênior de Marketing e Aftermarket da Meritor para América do Sul, revelou que a companhia fechou o ano fiscal de 2016 com um faturamento global de US$ 3,2 bilhões, dos quais a América do Norte é responsável por 65% e América do Sul 6%. “Globalmente, queremos aumentar a participação no mercado de componentes e temos como objetivo crescer nossa receita em 20% até 2019”.

“Todas as montadoras dentro Sistemistas que fornecem a veículos comerciais leves e pesados marcaram presença com lançamentos e novidades. do Brasil usam produtos Meritor”, destacou Marques. Em 60 anos operando no país, a companhia já construiu 3,5 milhões de eixos trativos. Nas ruas e estradas, estima-se que mais de um milhão de veículos pesados rodem com produtos da marca. “E mesmo com poucos caminhões rodando atualmente nas estradas, conseguimos crescer 5% no segmento, entre 2015 e 2016”, afirma o gerente-sênior.

O tradicional Grupo Randon – que controla as marcas Fras-le, Master, JOST Brasil, Suspensys e Controil – encara que o mercado volta a ter otimismo aos poucos, mas é preciso muito cautela. ”Tivemos um desempenho financeiro muito bom em 2016, levando em consideração o momento do país”, falou Sérgio Carvalho, CEO da Randon Autopeças. Segundo a companhia, dentro da divisão de autopeças da empresa, no ano passado 30% do portfólio foi destinado à exportação ou produzido em unidades fabris do grupo localizadas fora do Brasil.


Scania G 440 6x4

Agrishow

Com 24 anos de existência, a Agrishow anunciou que neste ano chegou à marca de R$ 2,2 bilhões em negócios gerados, uma recuperação de 13% em relação à edição anterior.

Por segmento, o crescimento na intenção de compra de máquinas e equipamentos é: armazenagem (11%), grãos (12%), pecuária (11%), irrigação (20%) e outros (19%). E os caminhões estão, sim, dentro de “outros”. Presente em um espaço cujo destaque era para a picape Amarok, a MAN expôs três veículos no evento agrícola, que foram: Constellation 31.280 6x4 (chassis), Constellation 31.280 6x4 implementado com Transbordo e com kit Canavieiro completo e o VW Constellation 30.330 8x2 com carroceria. “No Brasil, esse setor (agrícola) representa 33% do Produto Interno Bruto (PIB).

Para nós é um setor estratégico e queremos participar cada vez mais. Nossos maiores clientes são Raízen, Bunge, São Martinho, Cofco, Usina Batatais, British Petroleum. Também vendemos bastante para os principais locadores deste segmento, que são a JSL e a Ouro Verde”, destacou Antonio Cammarosano, diretor de Vendas de Caminhões – Mercado Nacional da MAN.

A Scania levou quatro caminhões da gama 2017: um da linha offroad – G 440 6x4 –, os rodoviários R 440 6x2 Edição Especial 60 anos e Streamline Highline R 620, e o semipesado P 310 8x2. Na feira, a empresa mostrou soluções para a cadeia da cana e grãos, como o motor industrial estacionário DC13 74A, que serve para diversos tipos de aplicações severas, especialmente nos setores agrícola, industrial e de construção em equipamentos originais ou repotenciamento.

A DAF marcou presença no evento por meio da Borgato Caminhões, concessionária de sua rede, com três caminhões DAF, sendo dois modelos XF105 (pesado para longas distâncias) e um CF85 (indicado para curtas e médias distâncias).


VW Constellation 31.280 6x4 implementado com Transbordo e Kit Canavieiro.

A Ford Caminhões levou três modelos das linhas Cargo e Série F. Os modelos em destaque são o Cargo 2429 Torqshift 6x2 com câmbio automatizado, o F-350 e o F-4000, que durante a feira puderam ser adquiridos em condições exclusivas, com uma entrada e saldo parcelado em até 60 meses com taxa de 0,96%, para pessoa jurídica ou pessoa física.

Já a Mercedes-Benz teve os extrapesados Axor 3344 6x4 off-road e Actros 2651 6x4 para aplicações mix road como grandes atrações. “O Axor 3344 tem grande aceitação no setor de cana de açúcar na região de Ribeirão Preto, maior produtora do Brasil.

Já o Actros 2651 tem conquistado aprovação crescente na produção de soja e outros grãos no Centro-Oeste”, disse Ari de Carvalho, diretor de Vendas e Marketing Caminhões da marca.


Mercedes-Benz Axor 3344 6x4

 
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