Cruzada em favor da segurança

 

O Programa Volvo de Segurança no Trânsito (PVST) surgiu em 1987 para tentar solucionar uma questão desafi adora: o que fazer para diminuir o número e a severidade dos acidentes de trânsito?

De acordo com Anaelse Oliveira, coordenadora do programa, o cenário há 30 anos era trágico. “1986 havia sido o ano mais violento em número de mortes no trânsito: 27.300 vítimas fatais. O consenso geral dos órgãos públicos na época apontava que o número de mortes era o dobro. Assim, passou-se a usar o número de 50 mil mortos e cerca de 350 mil feridos para chamar a atenção da sociedade. Como comparativo, surgia a defi nição de que o trânsito brasileiro era igual a uma guerra do Vietnã por ano”, recorda Anaelse.

Por conta disso, no seu décimo aniversário de existência no Brasil, a Volvo lançou o Programa Volvo de Segurança nas Estradas, para despertar a sociedade sobre o alto índice de violência no trânsito do País, motivando-a a discutir ações que pudessem diminuir o índice e a severidade dos acidentes no Brasil. “Em lugar de festas e comemorações, vamos contribuir para salvar vidas”, disse o presidente da Volvo na época, Mats-Ola Palm.

No ano passado, um dos destaques foi a segunda edição do Atlas da Acidentalidade no Transporte Brasileiro, desenvolvido pelo PVST para determinar o tamanho da acidentalidade nas rodovias federais brasileiras. A análise estatística considerou os acidentes registrados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O trabalho se mostra como uma fonte inestimável de consulta para o poder público e também para a sociedade. O programa só acontece no Brasil. Entretanto, outras unidades do Grupo Volvo já “importaram” e realizaram algumas das ações do PVST. Por exemplo, a Volvo Argentina, com a realização de algumas edições do Prêmio Volvo de Segurança no Trânsito para a imprensa e a Volvo Peru, com a realização do Programa TransFormar. Acidentes ainda ocorrem todos os anos, e sempre fi ca a dúvida quando teremos, de fato, uma redução signifi cativa das fatalidades nas estradas. Anaelse responde: “Quando todos, cada um dentro de seu contexto de atuação, priorizarem a segurança no seu dia a dia e em suas funções.

Seja como cidadão – com atitudes adequadas no trânsito; como liderança nas empresas e instituições - incluindo as de transporte ou na gestão de governo”.

O trabalho de conscientização é feito de maneira permanente. “Não se muda comportamento e cultura com ações pontuais. É fundamental a perenidade de ações, com campanhas, planos de ações com estabelecimento e acompanhamento de indicadores para ajustá-las quando necessário para que o resultado desejado seja alcançado. É claro que, de 30 anos para cá, já houve melhoras no trânsito brasileiro; mas há ainda muito a ser feito”, reconhece Anaelse.

Quando questionada sobre o que é mais importante para a prevenção de acidentes, se a conscientização ou a tecnologia, a coordenadora do PVST é enfática: “Ambos! E elas devem atuar simultaneamente. Quando falamos em tecnologia de segurança, remetemos aos sistemas de segurança ativa, por exemplo, mas eles não fazem tudo sozinhos. Um ambiente de trânsito seguro requer a interação ativa entre todos os usuários da via. Um motorista experiente, atento e que dirige seu veículo com responsabilidade ainda é a melhor forma de prevenção”.

 
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