Ofensiva à francesa

 

O Grupo PSA (Peugeot e Citroën) tem um plano bem definido para reforçar sua presença no Brasil no seg mento de veículos comerciais. Depois de desistir de fabricar suas vans e furgões na fábrica da Iveco, em Sete Lagoas, MG, no ano passado, o grupo decidiu vender no Brasil dois novos modelos, mais compactos: Peugeot Expert e Citroën Jumpy, veículos que vão encontrar único concorrente na Vito, da Mercedes-Benz.

Disponíveis nas versões vans e furgões, os modelos serão produzidos no Uruguai. Os modelos Boxer e Jumper, que eram produzidos no interior de Minas Gerais serão lançados, de acordo com a PSA, com versões renovadas ainda neste ano, possivelmente na Fenatran. Por enquanto, ainda há modelos feitos no Brasil em estoque para comercialização na rede das duas marcas.

Os modelos Expert e Jumpy começarão a ser produzidos no segundo semestre deste ano por uma unidade industrial parceira da empresa, a Nordex, empresa de capital uruguaio, com sede em Montevidéu, que tem fabricado em suas instalações veículos para diversas marcas nos últimos 50 anos.

Com uma capacidade de seis mil veículos por ano, a produção será destinada principalmente aos mercados brasileiro e argentino. A PSA ainda não informou onde os modelos Boxer e Jumper serão produzidos, apenas adiantou que o grupo seguirá com sua estratégia de vender estes modelos no Brasil.

De acordo com Frédéric Chapuis, vice-presidente para veículos comerciais do Grupo PSA, Peugeot e Citroën pretendem triplicar suas vendas de veículos comerciais na América Latina de modo a atingir 60 mil unidades vendidas em 2021. “Pretendemos triplicar nossos resultados na região até o início da próxima década”, afi rma. A empresa espera repetir no Brasil seus resultados europeus: no velho continente, o Grupo PSA lidera este segmento com 21,3% de participação registrada no fi nal de fevereiro deste ano.

Para alcançar seus objetivos, o grupo promete lançar oito novos modelos utilitários na região até 2021 incluindo uma picape de uma tonelada. Para Carlos Tavares, presidente mundial do grupo, “o segmento de VULs, muito promissor nesses mercados, com potencial de um milhão de veículos por ano, representa uma oportunidade de dinamizar o crescimento do Grupo na América Latina”.

 
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