Em vez de remédio, veneno!

 

Nos Estados Unidos e na Europa as revistas especializadas são bem sucedidas e muito respeitadas. Na Europa, inclusive, editores especializados em transporte elegem o caminhão do ano e todas as marcas vencedoras demonstram grande júbilo com o prêmio. Oras, afinal de contas, são jornalistas decanos e especializados.

Aqui no Brasil também foi assim por muito tempo. Mas a situação agora, com esta crise, que é pontual e passageira, fez muitas empresas exagerarem irresponsavelmente na contenção de investimentos publicitário. É totalmente compreensível que a ordem da cúpula seja economizar mas duvido que a orientação seja a de “matar” por asfixia financeira a imprensa especializada.

O mercado de caminhões caiu 45%, em média, este ano em comparação com o ano passado. É uma queda bem significativa, mas dá para sobreviver. Já o mercado publicitário, por uma lógica econômica incompreensível, se retraiu em mais de 80%. E, assim, fica impossível sequer respirar.É asfixia!

Nesta edição, prevista para ser especial, por conta do sétimo aniversário de Transpodata, programamos conteúdo com mais de 120 páginas. Há muito a se dizer sobre transporte rodoviário de passageiros e carga no Brasil. Sempre haverá. Mas a exagerada retração do mercado publicitário, muito longe do real e atual problema econômico, nos forçou reduzir esta edição para parcas 36 páginas. 80% de queda.

Sem caminhões sabemos que o Brasil para. Mas sem informações especializadas, este setor certamente fica intelectualmente mais pobre. Além de tecnologia, é também preciso mais conhecimento para se melhorar a eficiência logística. E não vai ser no jornal nacional, nas revistas semanais ou nos jornais diários que empresários do setor vão entender a dinâmica deste setor em constante evolução.

 
LEIA TAMBÉM