Vantagem olímpica

 

Se tem um legado que certamente as Olimpíadas vai deixar para a cidade do Rio de Janeiro vai ser um sistema de transporte urbano mais eficiente. Desde que a capital fluminense foi escolhida para sediar os mais importantes jogos esportivos do mundo, a cidade, que recebeu um grande aporte dos recursos do PAC, foi palco de uma série de grandes obras para construção de BRTs, sistemas de corredores exclusivos de ônibus com proteção para impedir a entrada de outros veículos neste eixos.

Walter Barbosa

Dois corredores já estão finalizados e em operação e servem como amostra da eficiência do sistema: Transoeste e Transcarioca. Os dois corredores, com grande parte do percurso na Barra, transportam cerca de 450 mil pessoas por dia. A TransOeste liga a região da Barra da Tijuca a Santa Cruz e Campo Grande, passando por Guaratiba e Recreio dos Bandeirantes. A TransCarioca tem 39 km de extensão e 45 estações entre o Terminal Alvorada e o Aeroporto do Galeão. Esta segunda, mais a Transolímpica, cuja inauguração está prometida para semanas antes do início dos jogos (em agosto), serão amplamente utilizadas para quem pretende assistir “in loco” as competições dos Jogos Olímpicos.

O consórcio gestor destes corredores, BRT Rio, composto por cerca de 17 tradicionais empresas de ônibus que atuam na Grande Rio, acabou de adquirir 50 novos chassis O 500 MDA, superarticulado, da Mercedes-Benz que se juntam a 18 comprados no início deste ano e que começam a ser entregues neste mês. Os demais 50, de acordo com Walter Barbosa, diretor de vendas de ônibus da Mercedes-Benz, estão no cronograma para ser entregues até o final de julho.

BRT - Mercedes-Benz Superarticulado O500

De acordo com Alexandre Castro, gestor do consórcio BRT Rio, para a Transolimpica serão necessários mais 150 novos veículos. “As compra destes novos veículos, mas certamente não será possível colocá- los em operação para atender a demanda de transporte durante os jogos”. Castro, contudo, afirma que a frota atual, de cerca de 367 veículos, atenderá esta demanda. “As novas aquisições serão para atender o fluxo normal do novo corredor que, com certeza, atrairá muitos novos usuários”.

Os superarticulados possuem 23 metros de comprimento, quatro eixos e capacidade para transportar cerca de 220 pessoas. A caixa de transmissão é automática, que assegura economia e conforto. Como a Mercedes-Benz domina este mercado são duas as fabricantes de caixas automáticas que são as preferidas dos operadores: ZF e Voith.

Segundo Castro um veículo biarticulado (capacidade para até 270 passageiros) está em teste no corredor. Porém o executivo deixa claro que a preferência, para a operação carioca, são os chassis superarticulados.

“O biarticulado é superdimencionado para nossa operação”. Jorge Dias, presidente da BRT Rio, disse que, apesar da crise, o setor se mobilizou para que os investimentos para a melhorar a qualidade do atendimento aos passageiros fossem prioridade. “Estes ônibus vão trazer mais conforto e modernização ao sistema, porque têm uma tecnologia diferenciada. O BRT é modelo consagrado, mas que sempre precisará receber ajustes. E, no nosso caso, o foco sempre será o bem-estar dos nossos clientes”.

No Rio de Janeiro a Mercedes -Benz lidera as vendas de ônibus urbanos com larga vantagem sobre suas concorrentes. 89,5% dos ônibus urbanos que atendem a cidade ostentam a marca a estrela. Neste ano, mesmo com o mercado em retração, a empresa fechou a venda de 68 unidades só de superarticulado nos últimos seis meses que serão utilizados nos corredores Transoeste e Transcarioca.

“Com essa nova venda, já são 271 ônibus Mercedes-Benz, entre superarticulados articulados e padrons que estarão em circulação no BRT do Rio de Janeiro, o que assegura melhoria da qualidade do transporte e da mobilidade urbana para população, turistas e o grande número de pessoas atraídas por mega eventos esportivos na cidade”, comenta Barbosa, diretor de vendas de ônibus. Assim como acontece na cidade do Rio de Janeiro, os ônibus Mercedes-Benz circulam hoje nos principais sistemas de transporte coletivo urbano de grandes regiões metropolitanas, como São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Curitiba.

“Tanto no BRT, como em sistemas por corredores ou faixas exclusivas, nossa participação é extremamente expressiva. No primeiro quadrimestre de 2016, são 70% de participação da marca no segmento urbano no País”, destaca Barbosa. “Como exemplo, nos últimos três anos, comercializamos 1.000 unidades somente do superarticulado, sendo 90% para a cidade de São Paulo, onde o sucesso do veículo é cada vez maior”.

A Mercedes-Benz também tem aumentado sua participação nas vendas de ônibus como um todo. Apesar da atual retração do mercado no País, no primeiro quadrimestre deste ano, a empresa manteve sua liderança no segmento acima de 8 toneladas, com cerca de 53% de market share, mais que o dobro do que foi obtido pelo segundo colocado

 
LEIA TAMBÉM