As oportunidades da crise

 

Quando a palavra de ordem é apertar os cintos, gestores olham com especial atenção qualquer chance de se obter ganhos de eficiência nas operações logísticas. É a deixa para a Aliança Navegação e Logística, o braço de cabotagem da alemã Hamburg Su?d, expandir seus negócios no Brasil. A aposta é no crescimento da navegação costeira em função da reestruturação nas empresas que buscam, acima de tudo, redução de custos em suas operações. “É um mercado atraente. Em média, a cabotagem é 15% mais barato que o transporte rodoviário em grandes distâncias. E as empresas buscam isso em épocas de crise. A expectativa é um crescimento de 10% somente na cabotagem”, disse o diretor executivo da Hamburg Su?d no Brasil, Julian Thomas.

No ano passado, as operações da Aliança cresceram 30% no Brasil, com faturamento de R$ 3,6 bilhões e movimento 710 mil contêineres. Prova de que a cabotagem se tornou atrativa para as empresas, é que em 2014, 290 clientes optaram pela navegação costeira deixando de lado o caminhão.

Para se preparar para o crescimento esperado nos próximos anos, a companhia colocou em operação mais seis navios. As embarcações serão as maiores a operar em território brasileiro com capacidade variando entre 3,8 mil TEUs a 4,8 mil TEUs. Atualmente, a empresa conta com 13 navios em operação no serviço, com amplo atendimento em 15 portos de Buenos Aires até Manaus, e um total de 104 escalas mensais. “Com a renovação da nossa frota, nosso foco agora é melhorar a infraestrutura terrestre para o atendimento ao cliente. A Aliança vai investir na abertura de uma estrutura retroportuária em Manaus para atendimento da Região Norte”, explicou o executivo.

 
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